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Papa pede respostas urgentes dez anos após terremotos na Itália

Em encontro no Vaticano, o pontífice cobrou rapidez e transparência na reconstrução das regiões atingidas pelos tremores de 2016.

Por 3 min de leitura

Papa pede respostas urgentes dez anos após terremotos na Itália
Papa pede respostas urgentes dez anos após terremotos na Itália

Dez anos após a série de terremotos que devastou o centro da Itália, o Papa Leão XIV cobrou respostas tangíveis e urgentes para as comunidades que continuam a enfrentar os impactos da tragédia. A declaração foi feita neste sábado, durante uma audiência no Vaticano com representantes de municípios afetados nas regiões de Abruzzo, Marche, Lazio e Úmbria.

Os abalos sísmicos iniciados em agosto de 2016 deixaram centenas de mortos, milhares de desabrigados e causaram danos severos a cidades e ao patrimônio histórico e artístico local, com maior gravidade em municípios como Amatrice, Accumoli e Arquata del Tronto. Passada uma década, a recuperação completa dessas localidades ainda não foi finalizada.

Segundo o líder da Igreja Católica, é fundamental intensificar os esforços para que a reconstrução física ocorra rapidamente, com segurança e transparência. O pontífice ressaltou que a esperança das populações atingidas precisa ser sustentada por perspectivas concretas e pontos de referência que orientem o futuro.

Para ilustrar o processo de recuperação, Leão XIV recorreu a passagens bíblicas e destacou a importância de uma responsabilidade compartilhada por toda a comunidade. Para ele, a superação de cenários dramáticos exige uma visão voltada ao bem comum e a capacidade de enxergar soluções em meio aos escombros.

Enquanto isso, em outras partes do mundo, tragédias sísmicas históricas e recentes também continuam a mobilizar investimentos e recordações. No Panamá, o Ministério da Saúde anunciou que a construção do novo Hospital Rural de Tonosí, afetado por um terremoto de magnitude 7.5 em outubro de 2026, deverá iniciar antes do fim deste ano, com um custo superior a 30 milhões de dólares para beneficiar cerca de nove mil pessoas.

No setor artístico e cultural, os reflexos de grandes desastres naturais também permanecem marcantes. A pintura 'In the Milky Lake/ Thinking One', criada em 2011 pelo artista japonês Yoshitomo Nara e produzida no ano do devastador terremoto em sua região natal de Tohoku, será leiloada em Nova York em novembro, com estimativa de preço entre dez e quinze milhões de dólares.

Por fim, eventos históricos se conectam à memória de catástrofes seculares, a exemplo do famoso imposto cobrado sobre mulas no interior paulista no século XVIII para ajudar a financiar a reconstrução de Lisboa após o violento terremoto de 1755. A taxa sobre o tropeirismo permaneceu ativa por mais de um século, demonstrando como abalos sísmicos deixam marcas profundas na economia, na cultura e na história global ao longo das gerações.

Fontes consultadas

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