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Paramount conclui compra da Warner Bros e cria gigante Skydance

Fusão de US$ 81 bilhões consolida estúdios históricos de Hollywood e une plataformas de streaming e redes de notícias.

Por 3 min de leitura

Paramount conclui compra da Warner Bros e cria gigante Skydance
Paramount conclui compra da Warner Bros e cria gigante Skydance

A Paramount concluiu nesta terça-feira a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 81 bilhões, um negócio que, incluindo a dívida bilionária, chega a quase US$ 111 bilhões e dá origem a um novo gigante do entretenimento global batizado de Skydance. O anúncio encerra um processo de aproximadamente um ano marcado por disputas de mercado e contestações regulatórias, unindo duas das mais tradicionais marcas de Hollywood sob o comando do bilionário David Ellison e do co-CEO Ynon Kreiz.

O processo de consolidação começou a tomar forma após negociações iniciais da Warner com a Netflix em dezembro do ano passado. A Paramount, no entanto, apresentou uma contraproposta agressiva para adquirir toda a empresa, incluindo ativos de redes de cabo e canais jornalísticos. Com a desistência da Netflix após o aumento da oferta da Paramount para US$ 31 por ação, as companhias firmaram um acordo de fusão no final de fevereiro.

A nova estrutura reúne estúdios cinematográficos como Paramount Pictures, Warner Bros. Pictures e Skydance, além de plataformas globais de streaming como Paramount+ e HBO Max, que devem ser unificadas em um único serviço. O conglomerado também passa a controlar emissoras e redes de TV e notícias de peso, a exemplo de CNN, CBS, MTV, TNT, TBS e Food Network.

A operação enfrentou forte oposição de profissionais da indústria e de autoridades políticas. Em abril, milhares de artistas, roteiristas e diretores assinaram uma carta aberta alertando para a redução de empregos e a diminuição de opções para o público. Paralelamente, procuradores-gerais democratas de 12 estados americanos liderados pela Califórnia processaram as empresas em julho para tentar barrar o negócio, argumentando que a fusão sufocaria a concorrência.

Para viabilizar o acordo e contornar barreiras antitruste, a Paramount firmou um acordo homologado pela Justiça no mês passado. Os termos exigem que a Skydance produza e lance anualmente um número mínimo de filmes nos Estados Unidos, além de destinar milhões de dólares a fundos voltados a trabalhadores afetados. O pacto também estipula a criação de conselhos de independência editorial para supervisionar o jornalismo da CNN e da CBS.

A transação também contou com investimentos indiretos e de capital de soberanias do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, aprovados pela Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos. Analistas apontam que a empresa recém-formada assume uma carga substancial de dívidas, o que pode pressionar futuras estratégias de preços para os assinantes e incentivar o licenciamento de catálogos para concorrentes.

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