Pular para o conteúdo
Brasil

Parecer propõe pagamento do INSS para vítimas de violência afastadas do trabalho

Medida prevê garantia de renda após determinação judicial baseada na Lei Maria da Penha.

Por 2 min de leitura

Parecer propõe pagamento do INSS para vítimas de violência afastadas do trabalho
Parecer propõe pagamento do INSS para vítimas de violência afastadas do trabalho

Um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) propõe tornar obrigatório para os órgãos federais o cumprimento do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pagamento de auxílio financeiro a mulheres vítimas de violência doméstica que precisam se afastar de suas atividades profissionais.

De acordo com a proposta, para as mulheres que possuem cobertura da Previdência Social, o pagamento caberá ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com a participação do empregador responsável pela remuneração nos primeiros 15 dias nos casos com vínculo empregatício formal.

Para seguradas que não possuem relação de emprego formal, como trabalhadoras autônomas, o custeio será integralmente do instituto. O texto define que o afastamento deve ser determinado judicialmente com base na Lei Maria da Penha, podendo durar até seis meses, sem exigir carência de contribuições mínimas.

O documento estabelece ainda que o INSS não deverá submeter a vítima a novas avaliações sobre a necessidade do afastamento, responsabilidade atribuída exclusivamente ao juiz do caso. Além disso, o período de afastamento será contabilizado como tempo de contribuição sem incidência de taxas.

Caso a mulher não possua cobertura previdenciária, a assistência financeira deverá ser custeada pelo Estado, Distrito Federal ou pelo município definido pelo magistrado responsável. O texto também prevê a regulamentação dos procedimentos pelo Ministério da Previdência e pelo INSS em até 15 dias após eventual aprovação presidencial.

Em paralelo aos debates sobre previdência, o cenário político e eleitoral recente registrou desdobramentos envolvendo investigações federais. Alvos de apurações ligadas a fraudes no INSS fracassaram nas urnas no primeiro turno das eleições, enquanto parlamentares citados em outros inquéritos obtiveram êxito em suas disputas.

No Amazonas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) apontou que a coincidência da realização da prova de vida do INSS com o dia de votação contribuiu, juntamente com a presença expressiva de eleitores idosos, para a formação de filas e o aumento do tempo de atendimento em algumas seções eleitorais do estado.

Fontes consultadas

Leia também