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Política

Parlamentares do PSOL pedem prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes

Ação protocolada por deputadas e vereadora aponta descumprimento de ordem judicial sobre a frota de ônibus no segundo turno.

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Parlamentares do PSOL pedem prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes
Parlamentares do PSOL pedem prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes

Parlamentares do PSOL protocolaram um pedido de prisão contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o secretário municipal de Transporte, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. A medida foi movida pela deputada federal Sâmia Bomfim, pela vereadora Luana Alves e pela deputada estadual Mônica Seixas.

O grupo alega que os gestores municipais desrespeitaram uma determinação da Justiça Eleitoral que exigia a operação de 100% da frota de ônibus da capital paulista durante o dia de votação do segundo turno. De acordo com dados de monitoramento citados no documento, apenas uma parcela dos veículos estaria circulando nas linhas municipais durante o período da tarde.

Além do pedido de prisão por suposto descumprimento de ordem judicial e prejuízo ao direito ao voto, as parlamentares solicitaram que a multa estabelecida pela Justiça, inicialmente fixada em R$ 100 mil, seja elevada para R$ 500 mil por hora de descumprimento. O texto argumenta que a sanção anterior seria insuficiente diante da postura dos agentes públicos.

Em resposta às acusações, a Prefeitura de São Paulo negou que tenha reduzido a frota de coletivos. O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a oferta de transporte estava adequada e enviou registros visuais para comprovar a circulação de veículos em diferentes regiões, declarando que a frota disponível superava a demanda de passageiros no momento.

Por sua vez, a SPTrans alegou que enfrentou desafios operacionais severos devido ao curto prazo de aviso sobre a decisão judicial, recebida com menos de 12 horas de antecedência do início da operação. A empresa argumentou que a readequação imediata de escalas de trabalho e jornadas de motoristas e cobradores esbarrou em complexidades logísticas e trabalhistas.

A polêmica também ganhou repercussão com levantamentos independentes e manifestações de outros líderes políticos. Um estudo baseado em dados públicos apontou reduções na quantidade de ônibus em circulação, com impactos mais expressivos em bairros periféricos da capital, o que motivou questionamentos formais também por parte do Partido dos Trabalhadores junto ao Tribunal Regional Eleitoral.

Fontes consultadas

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