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Brasil

Parque Nacional do Iguaçu registra nova onça-pintada

O animal adulto foi captado por câmeras de monitoramento na unidade de conservação localizada no oeste do Paraná.

Por 2 min de leitura

Parque Nacional do Iguaçu registra nova onça-pintada
Parque Nacional do Iguaçu registra nova onça-pintada

Uma nova onça-pintada adulta foi registrada por câmeras de monitoramento no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O animal, cujo sexo ainda não foi identificado pelos pesquisadores, recebeu um nome que significa estrela, simbolizando a esperança na preservação ambiental.

Enquanto a maioria das fontes aponta que o felino foi batizado como Mbyja, termo da língua guarani, registros específicos de uma das pesquisadoras indicam o nome Umbujá, de origem tupi, com o mesmo significado. A escolha independente do gênero foi adotada para facilitar o acoplamento do nome ao animal recém-descoberto.

As imagens foram capturadas por equipamentos automáticos instalados em pontos estratégicos da floresta, que registram a fauna sem a interferência humana. O método permite rastrear os deslocamentos dos animais e reconhecer indivíduos por meio dos padrões únicos de suas manchas na pelagem.

A onça-pintada é reconhecida como o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo. Na Mata Atlântica, no entanto, a espécie enfrenta um cenário de ameaça crítica de extinção, abrigando menos de 300 indivíduos registrados em todo o bioma, o que torna cada novo flagrante um marco importante para os ambientalistas.

O Parque Nacional do Iguaçu abriga atualmente cerca de 23 onças-pintadas no lado brasileiro, conforme estimativas recentes. A unidade de conservação destaca-se como o único local na Mata Atlântica onde a população da espécie apresenta trajetória de crescimento ao longo dos anos.

Com uma extensão de 185 mil hectares, a área protegida preserva expressiva parcela das florestas remanescentes do Paraná. Por estarem no topo da cadeia alimentar, esses grandes predadores atuam como indicadores biológicos fundamentais para atestar a saúde e a integridade ecológica do ecossistema.

As ações de acompanhamento contínuo fazem parte do trabalho desenvolvido por equipes de conservação, que monitoram a população local e buscam mitigar possíveis conflitos com comunidades vizinhas. O novo registro reforça a importância das áreas preservadas para a sobrevivência a longo prazo da fauna silvestre na região.

Fontes consultadas

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