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Brasil

Pecuarista suspeito de matar ex-companheira é achado morto em SP

O corpo de João Roberto Bolelli foi localizado em uma área de mata em Rifaina com uma carta manuscrita e cerca de R$ 15 mil em espécie.

Por 3 min de leitura

Pecuarista suspeito de matar ex-companheira é achado morto em SP
Pecuarista suspeito de matar ex-companheira é achado morto em SP

O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, apontado como principal suspeito de matar a tiros a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi encontrado morto na manhã da última segunda-feira (2) em uma área de mata fechada na Fazenda Gordura, situada às margens da Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina, no interior de São Paulo. De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelas autoridades policiais, o corpo estava em avançado estado de decomposição e carregava uma carta escrita à mão, um relógio, um celular, chaves de caminhonete e aproximadamente R$ 15 mil em dinheiro nas vestes.

O caso que precedeu a morte do pecuarista ocorreu na noite de 27 de outubro, quando Priscila viajou de Perdizes, em Minas Gerais, até Rifaina, acompanhada do irmão e de uma amiga, com o objetivo de devolver uma caminhonete que pertencia a Bolelli. Conforme relatos recolhidos pela Polícia Civil, a jovem demonstrava temor e havia relatado episódios anteriores de agressões e ameaças por parte do ex-companheiro, que não aceitava o término da relação iniciada meses antes.

Durante o encontro nas proximidades da rodovia, uma discussão foi iniciada após o pecuarista cobrar a devolução de um aparelho celular. Testemunhas afirmam que, diante da recusa da vítima, Bolelli sacou uma arma de fogo e efetuou os disparos que atingiram Priscila. O irmão da vítima também relatou que o suspeito chegou a apontar o revólver em sua direção antes de fugir do local com o veículo. A jovem chegou a ser socorrida e levada a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

A localização do corpo de Bolelli mobilizou equipes de segurança e gerou divergências entre a defesa e as investigações preliminares quanto à causa de seu falecimento. A advogada que representa a família do pecuarista declarou que informações informais obtidas com a perícia e com a Guarda Civil Municipal apontavam a possibilidade de um infarto fulminante, possivelmente ocorrido no mesmo dia do feminicídio, visto que o investigado lidava com diabetes e problemas cardíacos. Contudo, órgãos oficiais informaram posteriormente que o laudo prévio indicava causa desconhecida e que as circunstâncias definitivas só serão esclarecidas após exames laboratoriais detalhados no Instituto Médico Legal de Franca.

A morte de Bolelli na esfera criminal traz implicações diretas para o andamento judicial do caso. Especialistas jurídicos apontam que o falecimento do investigado extingue a punibilidade, impedindo que ele seja formalmente processado ou condenado pelo crime de feminicídio. No entanto, juristas ressaltam que a apuração policial não é encerrada automaticamente se houver indícios da participação de outras pessoas no evento.

Durante as oitivas, familiares da vítima mencionaram a presença de terceiros no local do crime em veículos diferentes, o que motivou questionamentos adicionais por parte da acusação. A defesa do pecuarista negou a presença de capangas e afirmou que as imagens de segurança mostram apenas familiares prestando socorro. Enquanto isso, representantes da família de Priscila reiteram que exigirão o total esclarecimento dos fatos e a apuração rigorosa de todas as evidências recolhidas no inquérito policial.

Fontes consultadas

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