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Pesquisadores investigam objeto submarino em busca de avião de Amelia Earhart

Quase 90 anos após o desaparecimento da aviadora no Oceano Pacífico, expedição analisa anomalidade submersa em lagouna no Pacífico Sul.

Por 2 min de leitura

Pesquisadores investigam objeto submarino em busca de avião de Amelia Earhart
Pesquisadores investigam objeto submarino em busca de avião de Amelia Earhart

Quase noventa anos após o desaparecimento de Amelia Earhart sobre o Oceano Pacífico, uma equipe de pesquisadores iniciou a análise de um objeto submerso que pode ser os destroços de seu avião desaparecido. Caso seja confirmado, o achado encerrará uma busca que teve início em 1937 com uma ampla operação da Marinha e da Guarda Costança dos Estados Unidos.

A expedição conta com dezessete membros e tem o apoio da Universidade Purdue e do Instituto de Legado Arqueológico. Os pesquisadores começaram na quarta-feira, 14 de outubro, a inspecionar a lagoa de Nikumaroro, uma ilha desabitada no Pacífico Sul, para examinar uma anomalia submersa conhecida como "Objeto Taraia", identificada inicialmente por meio de imagens de satélite no ano de 2020.

Condições meteorológicas severas interromperam temporariamente os trabalhos na quinta-feira, mas a Universidade Purdue informou que a equipe pretende divulgar uma atualização sobre a identificação do objeto em um prazo de até 48 horas. Especialistas ainda divergem e alguns céticos apontam que a estrutura pode se tratar apenas de uma árvore caída.

A nova tentativa de localização ocorre oitentane nove anos depois que Earhart e o navegador Fred Noonan sumiram, em 2 de julho de 1937, durante uma tentativa de voar ao redor do globo. O desaparecimento motivou campanhas de resgate militar e expedições privadas ao longo das décadas, sem sucesso definitivo na resolução do mistério.

O foco atual na ilha de Nikumaroro, situada a cerca de 400 milhas a sudeste da Ilha Howland, baseia-se na teoria de que a aviadora e seu navegador teriam perdido o destino original e pousado em recifes de corais da região, sobrevivendo temporariamente como náufragos. Imagens aéreas históricas e fotografias recentes também são reexaminadas pela equipe.

Equipamentos como sonares de varredura lateral e magnetômetros estão sendo empregados para mapear o fundo da lagoa, além de sondas e ferramentas para limpeza de sedimentos. Contudo, qualquer operação futura de retirada de materiais exigirá autorizações adicionais do governo de Kiribati, que administra o território.

Fontes consultadas

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