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Política

Pesquisas e embates marcam reta final da eleição presidencial

Candidatos à Presidência intensificam estratégias políticas e cobranças mútuas a poucos dias da votação do segundo turno.

Por 2 min de leitura

Pesquisas e embates marcam reta final da eleição presidencial
Pesquisas e embates marcam reta final da eleição presidencial

A reta final da corrida ao Palácio do Planalto é marcada por uma intensa agenda de pesquisas de intenção de voto e por confrontos diretos entre os candidatos à Presidência da República, o atual mandatário Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com o pleito do segundo turno marcado para o próximo domingo, novos levantamentos estatísticos devem ser divulgados ao longo da semana para medir o cenário eleitoral brasileiro.

Nesta quarta-feira, o instituto Quaest divulga uma nova pesquisa de intenção de voto, financiada pelo Grupo Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08535/2026. O levantamento anterior da mesma empresa, divulgado no dia 14 de outubro, indicava um cenário de empate técnico, com Flávio Bolsonaro registrando 51% dos votos válidos contra 49% de Lula, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Enquanto aguardam os novos números, as campanhas apostam em manobras de impacto político para tentar influenciar o eleitorado. Na terça-feira, o presidente Lula protocolou um ofício no Tribunal Superior Eleitoral autorizando a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico dos últimos oito anos, além dos de seus familiares. O petista condicionou a realização de futuros debates à adoção da mesma medida por parte de seu adversário.

A equipe de campanha do atual presidente também avalia acionar a Justiça Eleitoral para pedir a impugnação da candidatura de Flávio Bolsonaro. Os aliados de Lula argumentam que a plataforma Meta, dona de redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp, realiza manipulação algorítmica para favorecer o candidato do PL, acusação que é negada pela empresa tecnológica.

Do outro lado, o senador Flávio Bolsonaro tem tratado as investidas do opositor com desdém e descartou aderir à proposta de abertura de sigilos, classificando a iniciativa como uma armadilha. A estratégia do comitê opositor tem focado em explorar o desempenho do candidato no debate realizado no último domingo, buscando associar a imagem do adversário a um perfil despreparado para a administração pública.

A disputa atual também desperta comparações com pleitos passados na capital federal, relembrando episódios históricos de debates televisivos e o impacto de posturas mais duras entre concorrentes na reta decisiva. Analistas e figuras políticas divergem sobre o real peso desses confrontos na decisão final dos eleitores, que se preparam para comparecer às urnas no próximo domingo.

Fontes consultadas

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