Pular para o conteúdo
Mundo

Petroleiros atingem minas navais e explodem no Estreito de Ormuz

Forças do Irã confirmaram incêndios em duas embarcações que transportavam petróleo bruto após o uso de rotas não autorizadas na região.

Por 2 min de leitura

Petroleiros atingem minas navais e explodem no Estreito de Ormuz
Petroleiros atingem minas navais e explodem no Estreito de Ormuz

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou neste sábado (17) que dois petroleiros pegaram fogo após colidirem com minas navais no Estreito de Ormuz. Cada embarcação transportava aproximadamente dois milhões de barris de petróleo bruto, segundo as autoridades iranianas.

De acordo com a agência de notícias estatal IRNA, o primeiro petroleiro sofreu uma forte explosão e resultou em um incêndio violento após o impacto. O segundo navio ficou imobilizado e envolto em chamas de grandes proporções na via navegável estratégica.

As autoridades do Irã alegaram que os navios tentavam burlar o bloqueio imposto na rota devido ao conflito envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel. As embarcações teriam desligado os sistemas de radar e geolocalização para trafegar por um caminho que não contava com a autorização da Marinha iraniana.

Enquanto a IRGC afirmou que uma das embarcações tentou cruzar o estreito com apoio norte-americano, o governo do Irã responsabilizou as ações agressivas de Washington e de Israel pela insegurança na região. Em reunião em Bagdá, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que a crise é resultado direto da postura dos dois países.

A tensão no Estreito de Ormuz tem escalado nas últimas semanas com o aumento de incidentes e bloqueios navais. O Irã exige autorização prévia para a travessia de embarcações desde os bombardeios ocorridos em fevereiro, que intensificaram o conflito regional e afetaram significativamente o escoamento global de petróleo.

As interrupções e o fechamento parcial de rotas na via marítima provocaram disparos nos preços da energia e geraram pressões inflacionárias em diversos países afetados. Analistas e dados de monitoramento apontam quedas expressivas no volume de óleo aprovado para transporte na área desde o acirramento das hostilidades.

Apesar da gravidade dos episódios recentes e da disputa pelo controle do tráfego comercial no estreito, não há confirmação independente sobre os detalhes dos ataques. As autoridades continuam monitorando o impacto dos incidentes na segurança marítima internacional e no mercado global de petróleo.

Fontes consultadas

Leia também