Pular para o conteúdo
Brasil

Polícia Civil de SP investiga nove mortes com sinais de execução

Secretaria de Segurança Pública descarta a hipótese de ação de um serial killer na capital paulista.

Por 2 min de leitura

Polícia Civil de SP investiga nove mortes com sinais de execução
Polícia Civil de SP investiga nove mortes com sinais de execução

A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove homicídios com características de execução ocorridos em um intervalo de aproximadamente 30 dias, entre o início de setembro e o começo de outubro. Os casos, tratados como assassinatos, chamaram a atenção pela brutalidade e pela forma de descarte dos corpos, encontrados em diferentes regiões da capital paulista.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu a apuração das ocorrências de forma individualizada. Do total de casos mapeados, quatro foram registrados na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e um na Zona Oeste, sem nenhum registro desse tipo na região central da cidade.

As vítimas encontradas apresentam marcas de violência extrema, incluindo corpos ensacados e amarrados, esquartejados, decapitados, baleados, queimados ou enrolados em cobertores. Até o momento, oito das nove vítimas já foram identificadas pelas autoridades, sendo oito homens e uma mulher.

O histórico pessoal de parte dos mortos é um dos elementos analisados pelos investigadores. Como alguns possuíam passagens criminais anteriores, a polícia trabalha com a suspeita de que os crimes possam estar ligados a acertos de contas, vinganças, justiçamentos ou até mesmo ao envolvimento com organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Apesar de a forma de abandono dos cadáveres — frequentemente dentro de sacos plásticos ou tecidos — gerar semelhanças visuais e repercussão nas redes sociais com especulações sobre a atuação de um suposto "serial killer", as autoridades policiais afastam essa possibilidade.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, descartou publicamente a existência de um autor único para os crimes. "Está sendo investigado mas não parece ser a mesma autoria. Cada caso é uma história. São mortes diferentes em locais diferentes", declarou.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) reforçou, por meio de nota oficial, que as investigações conduzidas pelo DHPP não apontam elementos que unifiquem as ocorrências. A pasta destacou que os métodos de assassinato e as dinâmicas dos locais são distintos, e que o uso de materiais como sacos plásticos pode estar associado unicamente à ocultação ou movimentação dos corpos.

Até o momento, nenhum suspeito foi preso ou formalmente identificado pelas autoridades em relação a essa série de mortes. Inquéritos policiais foram instaurados para cada um dos casos, e as equipes continuam em campo na tentativa de esclarecer as motivações e encontrar os responsáveis.

Fontes consultadas

Leia também