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Brasil

Polícia investiga morte de indígena encontrado em estádio de MS

O corpo de Damácio Moraes, de 40 anos, foi localizado na madrugada desta sexta-feira com lesões aparentes na cabeça e no pescoço em uma aldeia no município de Japorã.

Por 2 min de leitura

Polícia investiga morte de indígena encontrado em estádio de MS
Polícia investiga morte de indígena encontrado em estádio de MS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga a morte de um homem indígena de 40 anos, encontrado sem vida na madrugada desta sexta-feira (30) sob as arquibancadas do estádio de futebol da Aldeia Porto Lindo, localizada no município de Japorã, na região sul do estado. A ocorrência foi comunicada às autoridades por volta das 2h53, e a vítima, identificada como Damácio Moraes, apresentava lesões aparentes na cabeça e no pescoço.

Equipes policiais e peritos se deslocaram até o local do crime, acompanhados pelo delegado titular da delegacia da cidade. Após os primeiros levantamentos na área, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) do município de Naviraí para a realização de exame necroscópico, que deverá apontar a causa exata da morte.

Até o momento do registro do boletim de ocorrência, não havia registro de testemunhas presenciais nem de câmeras de monitoramento nas imediações que pudessem registrar a dinâmica da ocorrência. A autoria e a motivação do homicídio continuam sob apuração pelas autoridades competentes.

Em nota oficial, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação e que ainda não existem elementos conclusivos para esclarecer as circunstâncias do crime. Entre as hipóteses levantadas preliminarmente, mencionou-se a possibilidade de um conflito entre moradores da própria comunidade, embora essa linha de investigação ainda precise de confirmação.

A Aldeia Porto Lindo situa-se na Terra Indígena homônima, habitada pelo povo Guarani Ñandeva. De acordo com dados do Instituto Socioambiental (ISA) baseados no Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a localidade conta com milhares de moradores e teve sua homologação concluída no ano de 1991.

O episódio ocorre em um cenário de crescentes relatos de tensão e violência na região sul de Mato Grosso do Sul. Representantes de comunidades indígenas e organizações de direitos humanos têm denunciado episódios de intimidação e ataques, acionando órgãos federais de proteção para acompanhar a segurança dos povos originários no estado.

Fontes consultadas

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