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Porta-aviões USS Abraham Lincoln retorna aos EUA após 321 dias

Embarcação participou de operações de combate no conflito com o Irã e registrou marcas históricas de surtidas e armamentos lançados.

Por 3 min de leitura

Porta-aviões USS Abraham Lincoln retorna aos EUA após 321 dias
Porta-aviões USS Abraham Lincoln retorna aos EUA após 321 dias

O porta-aviões USS Abraham Lincoln concluiu uma missão de 321 dias no mar e tinha chegada prevista para o dia 8 de outubro de 2026 na Base Aeronaval de North Island, em San Diego, nos Estados Unidos. A viagem começou em 21 de novembro de 2025 e incluiu mais de 200 dias de apoio às operações militares dos Estados Unidos no conflito contra o Irã, iniciado em fevereiro de 2026.

Durante o período em alto-mar, o grupo de ataque do porta-aviões passou 286 dias consecutivos sem escalas em portos, configurando o segundo maior intervalo sem paradas desde a Guerra do Vietnã. Apenas a missão do USS Gerald R. Ford, realizada no mesmo ano, superou essa marca com 326 dias.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, participou das comemorações a bordo e leu a Citação de Unidade Presidencial aos marinheiros. Na ocasião, foram divulgados dados inéditos sobre a atuação da embarcação, que incluem 3.693 surtidas de combate, 1,37 milhão de libras de munição lançadas contra alvos iranianos e o lançamento de 450 mísseis de cruzeiro Tomahawk por navios de escolta.

O balanço oficial de combate também apontou a interceptação de 77 drones e 21 mísseis antinavio iranianos, além da neutralização de embarcações de ataque rápido e o naufrágio de 64 navios de guerra do Irã. Segundo Hegseth, a extensão da permanência do grupo em serviço ocorreu por exigência estratégica e confiança presidencial nos resultados da tropa.

Apesar dos registros operacionais, a longa permanência no mar gerou debates sobre as condições de vida e o impacto na saúde mental da tripulação. Um relatório enviado ao Congresso pelo secretário interino da Marinha, Hung Cao, confirmou a ocorrência de oito tentativas de suicídio em todo o grupo de ataque ao longo da missão, embora nenhum óbito tenha sido registrado a bordo do próprio porta-aviões.

Diante das críticas de parlamentares e preocupações de familiares quanto a suprimentos e bem-estar, a Marinha norte-americana anunciou mudanças logísticas para o próximo grupo de ataque enviado à mesma região, o USS Theodore Roosevelt. As medidas incluem a otimização de espaços para armazenamento de alimentos, itens de higiene, equipamentos de fitness e melhorias nos sistemas de climatização.

Enquanto a Marinha aplica as lições aprendidas com a experiência do USS Abraham Lincoln para garantir maior autossuficiência aos marinheiros em missões prolongadas, a tripulação finalmente desembarca em solo californiano para reencontrar suas famílias após quase um ano longe de casa.

Fontes consultadas

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