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Política

Primeiro debate entre Flávio Bolsonaro e Lula é marcado por ataques

Encontro transmitido pela televisão reuniu troca de acusações, discussões sobre corrupção e propostas para áreas como segurança e saúde.

Por 3 min de leitura

Primeiro debate entre Flávio Bolsonaro e Lula é marcado por ataques
Primeiro debate entre Flávio Bolsonaro e Lula é marcado por ataques

O primeiro debate televisivo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, realizado na noite de domingo (18) com transmissão da Band, foi marcado por fortes ataques mútuos, ofensas pessoais e acusações sobre investigações policiais e familiares. O encontro dispensou filtros e deu espaço a uma disputa acirrada que refletiu o alto índice de rejeição de ambos os candidatos na reta final da campanha.

A mediadora Adriana Araújo abriu o confronto questionando os candidatos sobre segurança pública e a redução da maioridade penal. Flávio Bolsonaro afirmou que pretende declarar guerra contra o crime organizado, classificando facções como PCC, Comando Vermelho e milícias como terroristas. Em resposta, Lula criticou o adversário por não ter apoiado a PEC da Segurança Pública enviada pelo governo ao Congresso em 2025 e defendeu maior integração entre entes federativos no combate à criminalidade.

O tom do debate rapidamente escalou para o campo pessoal. Flávio mencionou a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ambos investigados no escândalo do INSS, além de criticar a atuação da Polícia Federal. Lula rebateu questionando a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse, além de chamar o oponente de 'miliciano' e 'malandro carioca'. O presidente também cobrou explicações sobre o destino de recursos associados ao caso Vorcaro.

Durante os blocos seguintes, os candidatos discutiram propostas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Flávio Bolsonaro propôs a criação de um prontuário eletrônico integrado ao CPF, o uso de telemedicina e indicou a intenção de convidar Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, para o Ministério da Saúde. Lula criticou a indicação, levantando suspeitas de tentativa de privatização do SUS, e responsabilizou a gestão anterior pela condução da pandemia de Covid-19.

Outros temas econômicos e sociais também integraram o confronto. O presidente defendeu a recuperação do poder de compra do salário mínimo, destacou o controle da inflação em seu mandato em comparação com o governo anterior e debateu as regras para saídas temporárias de presos. Por sua vez, Flávio focou em críticas à política econômica e na condução de investigações pelo atual governo.

A chegada aos estúdios em São Paulo refletiu as alianças e estratégias das campanhas. Flávio Bolsonaro esteve acompanhado por aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira, os governadores Tarcísio de Freitas e Sergio Moro, e a coordenadora econômica Daniella Marques. Já Lula chegou ao lado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, reforçando o discurso de diálogo direto com o eleitor e a busca por propostas concretas para o país.

Fontes consultadas

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