Pular para o conteúdo
Política

Prisões em Palmas por suspeita de compra de votos com combustível

Operação da Polícia Federal ocorreu na véspera do segundo turno e envolve vereador da capital do Tocantins.

Por 2 min de leitura

Prisões em Palmas por suspeita de compra de votos com combustível
Prisões em Palmas por suspeita de compra de votos com combustível

A Polícia Federal prendeu duas pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de corrupção eleitoral por meio da distribuição de combustível em Palmas, no Tocantins. A operação policial foi realizada no sábado, véspera do segundo turno das eleições de 2026, com o objetivo de coibir práticas ilícitas que pudessem comprometer a lisura do pleito.

De acordo com as investigações preliminares conduzidas pelas autoridades federais, os suspeitos utilizavam requisições de abastecimento para oferecer vantagens econômicas aos eleitores. A prática tinha como finalidade tentar influenciar diretamente a escolha dos cidadãos nas urnas durante o período decisivo da disputa eleitoral.

Entre os detidos pela corporação está o vereador de Palmas Rubens Uchôa, filiado ao partido União Brasil. Segundo informações veiculadas pelo Jornal do Tocantins, o parlamentar pagou a fiança estipulada pelas autoridades competentes e foi liberado para responder aos procedimentos legais em liberdade.

A defesa do parlamentar negou categoricamente as acusações de compra de votos apresentadas pela investigação policial. Os advogados argumentam que o fornecimento e o uso dos combustíveis envolviam exclusivamente veículos particulares utilizados pela família do próprio vereador, rechaçando qualquer relação com crimes eleitorais.

A Polícia Federal informou que as diligências continuam em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso. Os investigadores buscam agora determinar a origem exata das requisições de combustível utilizadas, identificar possíveis beneficiários adicionais do esquema e verificar se houve a participação de outros envolvidos na rede suspeita.

Pela legislação brasileira vigente, o crime de corrupção eleitoral é punido com pena de até quatro anos de reclusão, além da aplicação de multa pecuniária. Contudo, as autoridades ressaltam que a prisão em flagrante não configura condenação definitiva e que os investigados possuem garantido o pleno direito à ampla defesa no decorrer do processo judicial.

Fontes consultadas

Leia também