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Saúde

Procedimentos estéticos para o abdômen: quando optar por tratamentos ou cirurgia

Especialistas explicam como avaliar a flacidez e a gordura localizada após o emagrecimento para definir a melhor abordagem.

Por 2 min de leitura

Procedimentos estéticos para o abdômen: quando optar por tratamentos ou cirurgia
Procedimentos estéticos para o abdômen: quando optar por tratamentos ou cirurgia

A busca por procedimentos estéticos para a região abdominal torna-se frequente após processos de perda de peso, quando a pele muitas vezes não acompanha a redução de volume. O desafio central para médicos e pacientes é distinguir entre a flacidez cutânea e a gordura residual, fatores que determinam se a intervenção deve ser não invasiva ou cirúrgica.

Segundo a dermatologista Paula Curi Chicralla, a capacidade de retração da pele é individual e depende de fatores como genética, idade, qualidade do colágeno e a magnitude da perda de peso. A médica explica que, embora tecnologias de ultrassom micro e macrofocado, como o LinearZ, sejam eficazes para estimular a formação de novo colágeno, elas possuem limitações técnicas quando há excesso de pele.

A dermatologista Viviane Martins, da Clínica Essence, complementa que os tratamentos sem cirurgia são mais indicados para casos de flacidez leve a moderada. "Tecnologias como radiofrequência e ultrassom apresentam melhores resultados quando não há grande quantidade de pele excedente. Elas estimulam a reorganização do colágeno, mas não retiram o tecido que sobra", afirma.

Por outro lado, a indicação cirúrgica torna-se necessária em situações de grandes sobras de pele ou dobras pendentes que causam desconforto, atrito ou dificuldades de higiene. De acordo com as especialistas, o prejuízo funcional é um dos principais critérios para avaliar a necessidade de uma intervenção mais invasiva, especialmente após emagrecimentos expressivos.

Outro ponto relevante é o momento ideal para iniciar os cuidados. Não existe uma diretriz científica que estabeleça um período mínimo de estabilidade de peso antes de tratar a flacidez, mas o acompanhamento médico desde o início do emagrecimento é recomendado para planejar as intervenções. Contudo, a decisão sobre procedimentos cirúrgicos exige, invariavelmente, que o peso do paciente esteja estabilizado.

Além da flacidez, a gordura residual também pode ser alvo de tratamentos. Tecnologias modernas permitem que o médico selecione a profundidade da aplicação, atingindo desde a derme até a gordura profunda. No entanto, os profissionais alertam que, após o emagrecimento, nem sempre a redução de gordura é o objetivo principal, sendo essencial um diagnóstico preciso para evitar resultados indesejados.

A avaliação médica criteriosa é indispensável para alinhar as expectativas do paciente à realidade anatômica. Como a resposta aos procedimentos varia entre indivíduos, a definição do protocolo, da frequência e das técnicas utilizadas deve ser sempre personalizada, garantindo que o tratamento seja seguro e adequado às necessidades específicas de cada caso.

Fontes consultadas

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