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Brasil

Professora aposentada da UFG é agredida com garrafa e está em estado grave

Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, foi atacada durante uma caminhada em Goiânia por um suspeito que teve a prisão preventiva decretada.

Por 2 min de leitura

Professora aposentada da UFG é agredida com garrafa e está em estado grave
Professora aposentada da UFG é agredida com garrafa e está em estado grave

A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, permanece internada em estado grave após ser brutalmente agredida com uma garrafa de vidro quebrada no último domingo, 18, no Setor Bueno, em Goiânia. O ataque ocorreu enquanto a docente realizava uma caminhada nas proximidades do Parque Vaca Brava, sendo registrado por câmeras de segurança que flagraram a violência da ação.

De acordo com as investigações e documentos do Tribunal de Justiça de Goiás, o suspeito identificado como Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, teria inicialmente se envolvido em uma briga com outro homem antes de direcionar sua atenção para a professora. Elizabeth tentou se afastar e correr em direção a uma lanchonete, mas foi alcançada na calçada e derrubada.

A idosa sofreu ferimentos severos, incluindo quatro perfurações na região das costas, um corte profundo no rosto e traumatismo craniano. Pedestres que passavam pelo local prestaram o socorro inicial e acionaram os serviços de emergência, encaminhando a vítima para o Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo).

O suspeito foi localizado pela Polícia Militar logo após o crime. Conforme os relatos policiais, Soares resistiu à abordagem, quebrou uma garrafa e ameaçou os agentes de morte, momento em que foi baleado nas pernas para ser contido. Ele também foi levado ao hospital e deverá ser transferido para uma unidade prisional após receber alta médica.

Durante a audiência de custódia realizada na segunda-feira, 19, o juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva converteu a prisão em flagrante em preventiva. O magistrado destacou a extrema violência do ataque, a quantidade de golpes desferidos e a vulnerabilidade física da ofendida como fatores que representam risco concreto à ordem pública. O caso foi inicialmente registrado como tentativa de feminicídio.

A defesa do investigado solicitou a revisão da tipificação do crime por desconhecimento prévio entre vítima e agressor, além de um exame de sanidade mental, pedido este negado pelo juiz por falta de comprovação de distúrbio no momento. A hipótese de tentativa de roubo chegou a ser investigada, mas acabou sendo descartada pelas autoridades policiais.

Em entrevista, o filho da vítima, Thiago Caramaschi, lamentou o ocorrido e cobrou punição rigorosa. Entidades representativas, como o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), emitiram notas de repúdio ao ato de violência, prestando solidariedade aos familiares e exigindo a responsabilização severa do agressor perante a justiça.

Fontes consultadas

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