Queda de avião da Polícia Militar deixa três mortos em Minas Gerais
Acidente com aeronave da corporação em Santana do Paraíso vitimou um tenente-coronel e duas tenentes nesta sexta-feira.
Três policiais militares morreram na sexta-feira, dia 9, após a queda de um avião da corporação em Santana do Paraíso, município localizado na região do Vale do Aço, nas proximidades do aeroporto de Ipatinga, em Minas Gerais. A aeronave, um bimotor modelo Beechcraft Super King Air 300, prefixo PP-EJO e pertencente ao Comando de Aviação do Estado, realizava um voo de recheque de habilitação quando ocorreu o acidente.
As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, a 1ª tenente Gabriela Emília Soares Resende e a tenente Alice dos Santos Almeida. O grupo integrava a equipe responsável por dar suporte a operações estratégicas da Polícia Militar mineira, incluindo missões de transporte de órgãos para transplantes, além do deslocamento de tropas e de autoridades do estado.
O tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos e natural de Belo Horizonte, conduzia a aeronave no momento da ocorrência. Considerado o instrutor mais capacitado da corporação, ele acumulava mais de 24 anos dedicados à segurança pública, sendo 19 deles voltados à aviação, com mais de 5 mil horas de voo registradas. Ele era ex-comandante do Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado e deixou esposa e três filhos.
A tenente Gabriela Emília Soares Resende, de 35 anos, entrou para a corporação em 2017 e tornou-se oficial em 2019. Em 2023, entrou para a história da instituição ao se converter na primeira mulher da Polícia Militar de Minas Gerais habilitada a pilotar aeronave de asa fixa. A militar havia acabado de retornar de sua licença-maternidade e deixou marido e dois filhos.
A tenente Alice dos Santos Almeida, de 34 anos e natural de Caratinga, também compunha a tripulação. Antes de ingressar no oficialato e passar a atuar como pilota e na manutenção de aeronaves da corporação, ela integrou o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais por sete anos.
O voo havia partido de Belo Horizonte por volta das 15h16 com destino ao aeroporto localizado em Santana do Paraíso. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência da queda nas margens da rodovia BR-458 por volta das 16h15, mobilizando equipes para o local onde uma densa coluna de fumaça preta foi avistada por populares.
Conforme informações divulgadas pela corporação e por registros oficiais, o bimotor estava com a manutenção em dia, contava com documentação válida até abril de 2027 e os papéis de habilitação dos tripulantes encontravam-se regularizados. O coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da corporação, expressou o profundo luto e consternação institucional pela perda dos três combatentes.
As causas definitivas do acidente ainda são desconhecidas e passam por apuração técnica. A Força Aérea Brasileira informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão subordinado ao Cenipa, foram acionados para realizar os levantamentos iniciais e conduzir as investigações sobre a queda.