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Recurso do Manchester City sobre fraudes financeiras deve ser julgado até janeiro

Processo que avalia condenação do clube inglês por mais de 100 infrações financeiras tem prazo estimado de doze semanas.

Por 3 min de leitura

Recurso do Manchester City sobre fraudes financeiras deve ser julgado até janeiro
Recurso do Manchester City sobre fraudes financeiras deve ser julgado até janeiro

O recurso apresentado pelo Manchester City contra a condenação por mais de 100 infrações às regras financeiras da Premier League deverá ser julgado entre meados e o final de janeiro de 2027. A estimativa foi divulgada por David Kogan, presidente do Regulador Independente do Futebol Inglês (IFR), que apontou um prazo previsto de doze semanas para a análise do processo por uma comissão independente formada por três juízes ou advogados aposentados.

O clube foi considerado culpado em setembro por violações financeiras que abrangem nove temporadas, entre 2009/10 e 2017/18, além de descumprimento de regras de cooperação com as investigações. O Manchester City nega todas as acusações e mantém a alegação de inocência, tendo protocolado um recurso oficial no dia 1º de outubro para tentar reverter o veredicto desfavorável.

Ainda não há punições definitivas aplicadas, mas o clube inglês corre o risco de sofrer uma pesada dedução de pontos, o que poderia resultar em rebaixamento na tabela da Premier League. Também circulam especulações sobre a possibilidade de retirada dos três títulos do Campeonato Inglês conquistados pelo clube entre 2009 e 2018.

Enquanto aguarda o desfecho do recurso no âmbito doméstico, a situação do Manchester City também atrai atenção da Uefa. Cinco das infrações confirmadas pela comissão britânica dizem respeito a regras financeiras da entidade europeia, o que abre margem para uma investigação paralela. Contudo, especialistas e regulamentos apontam que uma eventual punição ou exclusão da Champions League não ocorre de forma automática e dependerá de avaliações próprias da Uefa.

No passado, em fevereiro de 2020, o Manchester City chegou a ser punido pela Uefa com duas temporadas de banimento das competições europeias e multa de 30 milhões de euros. No entanto, o Tribunal Arbitral do Esporte reverteu a suspensão e reduziu a multa para 10 milhões de euros, apontando problemas de prescrição e falta de provas suficientes, servindo de precedente para a atual defesa do clube.

Fora dos tribunais, a investigação gerou debates políticos no Reino Unido após declarações de Andy Burnham, ex-prefeito da região metropolitana de Manchester. Críticas surgiram após o político afirmar que ficaria preocupado caso os proprietários do clube deixassem a instituição. O governo britânico reforçou que ninguém está acima das regras e o IFR destacou a importância de manter total independência política nas decisões de regulação do futebol.

Em meio à polêmica e à preparação para compromissos na temporada, como a partida pela Champions League, o técnico Enzo Maresca tem demonstrado apoio público à equipe. O treinador afirmou recentemente que confia plenamente no clube e acredita que os dirigentes e jogadores conseguirão reverter o resultado desfavorável no recurso.

Fontes consultadas

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