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Reino Unido orienta população a estocar suprimentos para emergências

Campanha governamental aconselha cidadãos a manterem reservas de água, alimentos e itens essenciais por pelo menos três dias.

Por 2 min de leitura

Reino Unido orienta população a estocar suprimentos para emergências
Reino Unido orienta população a estocar suprimentos para emergências

O governo do Reino Unido orientou a população nesta sexta-feira a manter reservas de água, alimentos e outros produtos essenciais suficientes para enfrentar pelo menos três dias de emergência. A recomendação faz parte de uma campanha nacional lançada diante do aumento das preocupações com ataques cibernéticos, ameaças terroristas, ações de países hostis e desastres naturais.

A campanha, batizada de Esteja Preparado, prevê que as famílias mantenham em casa pelo menos três litros de água potável por pessoa a cada dia, além de alimentos não perecíveis, medicamentos, lanternas, rádios a pilha e baterias portáteis. O governo também recomenda guardar dinheiro em espécie para situações em que sistemas bancários e meios eletrônicos de pagamento deixem de funcionar.

O secretário de Defesa britânico, Wes Streeting, afirmou que os riscos à segurança nacional estão crescendo e que a população precisa estar preparada para possíveis interrupções de serviços essenciais. Segundo o ministro, a iniciativa é motivada pelo risco de ações cibernéticas ou terroristas, inclusive por parte de Estados hostis como a Rússia.

Durante pronunciamento, o secretário questionou como os cidadãos reagiriam caso sistemas de pagamento de supermercados ou cadeias de abastecimento sofressem falhas devido a interferências externas. Ele pontuou que a intenção da medida é manter a população em estado de alerta, mas sem gerar pânico desnecessário.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, reforçou que o país precisa abandonar uma postura estritamente reativa diante de crises e passar a se preparar com antecedência. Segundo o premiê, trata-se de adotar medidas sensatas para garantir o suprimento necessário durante situações difíceis, permitindo que os serviços de atendimento priorizem as parcelas mais vulneráveis da população.

Críticos da iniciativa apontaram a medida como alarmismo, argumento rebatido pelas autoridades governamentais. A campanha prevê desdobramentos ao longo dos próximos anos e alinha-se a recomendações de resiliência adotadas por outros países europeus e pela Comissão Europeia frente a cenários de guerra híbrida e vulnerabilidades logísticas.

Fontes consultadas

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