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Remake de Zelda: Ocarina of Time quase teve teletransporte

Produtor Eiji Aonuma revelou que o recurso foi testado e descartado para preservar os momentos de descoberta dos jogadores.

Por 2 min de leitura

Remake de Zelda: Ocarina of Time quase teve teletransporte
Remake de Zelda: Ocarina of Time quase teve teletransporte

O aguardado remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time quase contou com pontos de teletransporte rápido pelo mapa, uma funcionalidade inédita no título clássico de Nintendo 64. A revelação foi feita pelo produtor da franquia, Eiji Aonuma, durante a primeira parte da entrevista especial Pergunte ao Desenvolvedor, publicada pela Nintendo para anteceder o lançamento do jogo exclusivo para o Nintendo Switch 2, programado para o dia 5 de novembro.

Segundo Aonuma, o pedido para adicionar os atalhos partiu dele próprio, com o objetivo de reduzir o tempo de locomoção dos jogadores por áreas extensas. No entanto, após testes práticos com a equipe de desenvolvimento, percebeu-se que o recurso retirava a sensação de exploração e os momentos de surpresa diante de novos elementos. Consequentemente, o produtor concluiu que a mecânica não cumpria o propósito esperado e ordenou a remoção dos pontos de teletransporte.

A nova versão do clássico é dirigida por HokWai Ng, com Hidemaro Fujibayashi e Eiji Aonuma na produção, reunindo esforços para celebrar os 40 anos da franquia. O projeto tem como diretriz principal manter a estrutura e a experiência do jogo original de 1998, reformulando os visuais com inspiração em espetáculos de marionetes e efeitos práticos de cinema para conferir um aspecto artesanal e denso ao mundo de Hyrule.

Para alcançar esse resultado visual sem descaracterizar a obra original, a diretoria de arte liderada por Aya Shida investigou materiais reais, como tecidos históricos para as roupas dos personagens, e redesenhou elementos para equilibrar nostalgia e modernidade. Detalhes do cenário, vegetação e a iluminação receberam atenção redobrada, enquanto mapas separados por regiões foram mantidos para preservar a transição e a atmosfera de exploração características do título de Nintendo 64.

Além das inovações visuais e de design, a entrevista detalhou curiosidades dos bastidores originais e da nova produção, incluindo a criação da música de Ganon por Koji Kondo e o sistema de mira Z-targeting. Aonuma destacou que a intenção ao revisitar o clássico é permitir que jogadores habituados aos universos abertos mais recentes experimentem uma narrativa mais direcionada.

O lançamento do remake ocorre no dia 5 de novembro de 2026, com exclusividade para o Nintendo Switch 2, sendo comercializado na eShop brasileira pelo valor de R$ 329,90. A chegada do título ao console mais recente da empresa japonesa marca uma das grandes apostas do mercado de entretenimento eletrônico para o final do ano.

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