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Renato Moicano descarta apelar de derrota no UFC e critica árbitro

O lutador brasileiro foi derrotado por Tom Nolan em Las Vegas e afirmou que não entrará com recursos formais contra a arbitragem.

Por 3 min de leitura

Renato Moicano descarta apelar de derrota no UFC e critica árbitro
Renato Moicano descarta apelar de derrota no UFC e critica árbitro

O peso-leve brasileiro Renato Moicano confirmou que não vai apelar formalmente de sua derrota por nocaute técnico no terceiro round para o australiano Tom Nolan, ocorrida no evento principal do UFC Halloween, realizado no Meta Apex, em Las Vegas, Nevada. A decisão foi anunciada após o atleta lidar com a frustração gerada por uma controvertida interrupção do árbitro veterano Dan Miragliotta durante o combate.

A polêmica teve início no segundo round, quando o árbitro mandou os atletas se levantarem em um momento em que Moicano controlava as costas de Nolan com um triângulo de corpo encaixado e desferia socos curtos. Aproveitando a oportunidade, Nolan desferiu uma joelhada que abalou gravemente o brasileiro pouco antes do encerramento do assalto. No terceiro round, o australiano manteve a pressão, reverteu uma queda e garantiu o triunfo por nocaute técnico.

Em entrevista concedida após o duelo, Moicano admitiu que a atitude do árbitro o desconcentrou, embora tenha recusado a usar o episódio como desculpa exclusiva para o revés. O brasileiro afirmou que não recebeu avisos prévios sobre o recomeço da luta em pé e classificou a situação como algo inédito em sua trajetória no esporte. Apesar da insatisfação com a condução da luta, o lutador adotou uma postura resignada quanto aos trâmites burocráticos.

A Regra Unificada das Artes Marciais Mistas permite que árbitros reiniciem a ação caso os competidores não demonstrem avanço significativo para uma finalização. Contudo, a decisão de Miragliotta foi amplamente criticada por analistas e lutadores, uma vez que o brasileiro ocupava uma das posições mais dominantes da modalidade e aplicava golpes legítimos no momento da interrupção.

Mesmo revoltado com a condução da luta e disparando críticas severas contra o árbitro, Moicano descartou acionar a Comissão atlética do Estado de Nevada e não exigirá punições. Aos 37 anos, o atleta brasileiro possui mais dois combates restantes em seu contrato atual e pretende cumprir os compromissos antes de avaliar seus próximos passos no mercado do esporte.

Em paralelo aos desdobramentos da categoria dos leves, o cenário do Ultimate Fighting Championship também registra reflexões sobre grandes nomes do passado e do presente. O ex-campeão Cain Velasquez relembrou recentemente os treinos iniciais com Islam Makhachev, destacando que o compatriota de Khabib Nurmagomedov sempre demonstrou habilidades fora do comum em todas as áreas do MMA.

Makhachev, que construiu um legado histórico na organização ao conquistar cinturões e dominar divisões de peso, caminha para a reta final de sua carreira profissional. Enquanto novas disputas de título movimentam a divisão até 77 kg com os próximos confrontos programados no calendário da organização, as lendas e os atletas ativos continuam moldando o futuro da principal liga de artes marciais mistas do mundo.

Fontes consultadas

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