Rússia reforça laços com Irã e condena ações dos EUA
Moscou condena sanções e mandados de prisão internacionais enquanto expande cooperação econômica e diplomática.
O governo da Rússia criticou duramente, nesta terça-feira, a emissão de um mandado de prisão pela Justiça da Flórida contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, classificando a medida de mais de trinta anos após os fatos como infundada e motivada por interesses políticos. A chancelaria russa reiterou sua solidariedade inabalável a Havana e o compromisso de aprofundar as relações bilaterais, em um momento de crescentes pressões diplomáticas e econômicas impostas pelos Estados Unidos.
Paralelamente, o cenário diplomático envolvendo Moscou ganhou novos contornos com declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a necessidade de o líder ucraniano, Volodimir Zelensky, alcançar um acordo de paz com a Rússia para encerrar o conflito em andamento. As falas coincidem com reuniões na Noruega entre o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e autoridades ucranianas e europeias para alinhar propostas de negociação.
Apesar das discussões em curso intermediadas por Washington, o ministro das Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou que Moscou avaliará a proposta americana de paz, mas impôs barreiras severas a eventuais concessões políticas. Segundo Lavrov, a Rússia prioriza benefícios nos âmbitos econômico e financeiro, ressaltando que o país conduz suas negociações com cautela em relação às potências ocidentais.
Em paralelo aos desdobramentos sobre a Ucrânia, a diplomacia russa intensificou seus contatos no Oriente Médio. O ministro russo reuniu-se em Teerã com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e com o presidente Masoud Pezeshkian, consolidando o que autoridades locais classificaram como um nível sem precedentes de cooperação bilateral nas áreas econômica e nuclear.
Durante os encontros na capital persa, os representantes discutiram a execução de grandes projetos conjuntos de transporte, logística e energia, além de debaterem a estabilidade regional. O chanceler iraniano elogiou a parceria com Moscou, enquanto Lavrov criticou a atuação americana e israelense na região e defendeu o retorno à diplomacia e ao equilíbrio no Golfo Pérsico.
No âmbito acadêmico e internacional, a Universidade Estatal de Moscovo tomou medidas drásticas contra um estudante chinês que exibiu uma bandeira militar japonesa durante uma aula de história. O episódio gerou reações severas na China, vindas tanto de órgãos oficiais quanto do Exército, resultando na rápida expulsão do aluno do território russo por apologia ao militarismo e desrespeito à memória histórica antifascista compartilhada por Moscou e Pequim.
Fontes consultadas
- Rússia denuncia as acusações da Promotoria da Flórida contra Raúl Castro correiodopovo.com.br
- Trump diz que Zelensky precisa chegar a um acordo com a Rússia cartacapital.com.br
- Rússia rejeita fazer concessões políticas em acordo de paz dnoticias.pt
- Aluno chinês expulso na Rússia por exibir bandeira militar japonesa noticiasaominuto.com
- Rússia e Irã reforçam cooperação nuclear e econômica operamundi.uol.com.br