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Tecnologia

SpaceX e Tesla analisam fusão para ampliar o controle de Elon Musk

Comitês especiais avaliam uma possível união entre as gigantes corporativas para impulsionar projetos de inteligência artificial e redefinir pacotes de remuneração.

Por 2 min de leitura

SpaceX e Tesla analisam fusão para ampliar o controle de Elon Musk
SpaceX e Tesla analisam fusão para ampliar o controle de Elon Musk

A SpaceX e a Tesla confirmaram a criação de comitês especiais para avaliar formalmente uma possível fusão entre as duas companhias lideradas por Elon Musk. O anúncio foi feito pelo próprio empresário durante uma teleconferência com investidores realizada em uma terça-feira, apontando que a operação poderia resultar na compra da fabricante de veículos elétricos pela empresa espacial.

Segundo as discussões iniciais e estimativas de analistas financeiros, a união tem o potencial de criar um conglomerado multibilionário e ampliar consideravelmente o poder de voto de Musk. Enquanto o empresário detém cerca de 20% da Tesla e quase metade da SpaceX, a estrutura de ações de classe especial da empresa aeroespacial pode conferir a ele a maioria expressiva dos votos na nova entidade corporativa resultante da transação.

As conversas ocorrem em um momento de forte expansão financeira da SpaceX, que registrou um aumento de 161% em sua receita no terceiro trimestre, impulsionada principalmente por serviços de infraestrutura e aluguel de capacidade computacional voltados para a inteligência artificial. Por sua vez, a Tesla lida com metas operacionais complexas estabelecidas em seu plano de remuneração, que incluem a fabricação em massa de robotáxis e a valorização contínua de mercado.

Apesar de Musk ter declarado publicamente considerar a união uma boa ideia para colaborar no desenvolvimento de programas avançados de tecnologia e inteligência artificial, o apoio explícito do executivo gerou preocupações em parte dos participantes das negociações. Críticos temem que a manifestação pública possa atrair escrutínio desnecessário por parte dos acionistas e relembrar litígios jurídicos passados envolvendo reestruturações corporativas da Tesla.

Analistas do setor apontam que a forte sobreposição entre as áreas de atuação das companhias, especialmente em chips, computação e sistemas autônomos, justifica o interesse na integração. Um dos reflexos dessa parceria em andamento é a criação da Terafab, empresa conjunta voltada para a fabricação de semicondutores com produção em larga escala prevista para os próximos anos.

Apesar do avanço das conversas formais e da contratação de consultores financeiros, as partes ressaltam que o negócio ainda está em estágio inicial. Os comitês independentes formados por conselheiros de ambas as empresas continuam analisando os termos, e qualquer transação final dependerá obrigatoriamente da aprovação formal dos acionistas de ambas as corporações.

Fontes consultadas

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