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Política

STF abre inquérito para investigar Flávio Bolsonaro e advogado

Supremo Tribunal Federal analisa suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Por 2 min de leitura

STF abre inquérito para investigar Flávio Bolsonaro e advogado
STF abre inquérito para investigar Flávio Bolsonaro e advogado

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu um inquérito para investigar o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) por suspeitas de lavagem de dinheiro. O caso também envolve o advogado Willer Tomaz e empresas ligadas a ele, tendo o ministro Alexandre de Moraes como relator sorteado após o envio do processo pela Polícia Federal.

A investigação teve início na primeira instância da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, onde a Polícia Federal apurava crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e transações associadas a casas de apostas. Com a identificação de indícios envolvendo uma autoridade com foro privilegiado, o caso foi remetido ao STF no dia 8 de outubro, recebendo aval da Procuradoria-Geral da República.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, o nome de Flávio Bolsonaro apareceu na documentação de abertura de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, pertencente a Willer Tomaz. Os registros apontavam que o senador figurava com perfil de 'usuário master', o que lhe conferiria elevado nível de acesso e gerenciamento operacional até maio de 2025, data em que teria sido solicitada a exclusão de seu acesso.

Os investigadores também apontaram registros de encontros, festas e reuniões entre o parlamentar e o advogado, além da presença de documentos pessoais do senador em serviços de armazenamento em nuvem de Tomaz. A apuração ainda analisa o custeio de viagens do senador por empresas ligadas ao advogado e possíveis vínculos com o setor de apostas esportivas.

A defesa de Flávio Bolsonaro negou veementemente as acusações. Em nota, os representantes afirmaram que a única relação existente entre o senador e Willer Tomaz é uma amizade de longa data entre as famílias, classificando as insinuações sobre a conta bancária como falsas e com motivações político-eleitorais. Por sua vez, Willer Tomaz também negou irregularidades, criticou o vazamento de informações do inquérito e afirmou que suas empresas operam dentro da legalidade.

Este é o segundo inquérito no STF que tem Flávio Bolsonaro entre os investigados. O primeiro, instaurado em julho sob a relatoria do ministro André Mendonça, apura o financiamento do filme Dark Horse por meio de recursos obtidos junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O senador nega irregularidades em ambos os casos e sustenta que as transações e apoios recebidos possuem natureza privada.

Fontes consultadas

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