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Clima

Temporais causam mortes, alagamentos e transtornos em vários estados

Chuvas intensas provocam inundações, mortes e afetam o andamento do segundo turno das eleições em diversas regiões do país.

Por 3 min de leitura

Temporais causam mortes, alagamentos e transtornos em vários estados
Temporais causam mortes, alagamentos e transtornos em vários estados

As fortes chuvas que atingiram diferentes regiões do país entre a noite de sábado e a madrugada deste domingo provocaram inundações, deslizamentos de terra, quedas de árvores e transtornos generalizados, além de causarem a morte de duas mulheres arrastadas pela correnteza em Jundiaí, no interior paulista. O temporal também impactou a rotina de eleitores durante o segundo turno das eleições, motivando pedidos de prorrogação do horário de votação em estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Em Jundiaí, as duas vítimas fatais deixavam uma festa no interior do Clube Uirapuru quando o lago do local transbordou devido ao volume de água. Amigos acionaram o Corpo de Bombeiros por volta das 4h50. A primeira mulher foi socorrida e levada ao Hospital São Vicente de Paulo ainda durante a madrugada, mas não resistiu. O segundo corpo foi localizado pelas equipes de resgate nas primeiras horas da manhã e encaminhado ao Instituto Médico Legal.

No estado de São Paulo, a Defesa Civil registrou ocorrências em pelo menos oito municípios, incluindo Botucatu, Timburi, Tapiraí, Guaimbê, Apiaí, Borebi, Itapetininga e São Carlos. Em Itapevi, na Região Metropolitana da capital, alagamentos forçaram a alteração de um local de votação, transferindo eleitores para a Escola do Futuro ETI Professor Irany Toledo de Moraes. O Corpo de Bombeiros paulista atendeu dezenas de chamados relacionados a quedas de árvores, enchentes e desabamentos.

O impacto do temporal nas eleições levou a campanha de Flávio Bolsonaro a protocolar no Tribunal Superior Eleitoral um pedido de prorrogação do horário de votação em duas horas, estendendo o encerramento das 17h para as 19h em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. A solicitação apontou alagamentos, dificuldades de deslocamento e falhas no fornecimento de energia elétrica que atingiram centenas de locais de votação, com destaque para dados preliminares da Cemig em solo mineiro.

Em Belo Horizonte, que permanece sob alerta meteorológico para chuvas com raios e ventos de até 60 km/h, a Defesa Civil orientou a população a evitar áreas de inundação e deslocamentos por vias alagadas. A capital mineira e outras cidades do estado registraram transtornos logísticos que motivaram alertas e pedidos de providências adicionais por parte das coligações partidárias para garantir que os eleitores não fossem prejudicados pelo clima adverso.

No Rio Grande do Sul, o risco hidrológico associado à elevação do nível do Rio Uruguai colocou em alerta municípios como São Borja, Itaqui e Uruguaiana. A Defesa Civil estadual monitora a situação de perto diante da previsão de continuidade das precipitações, avaliando medidas de segurança para as populações ribeirinhas.

Enquanto isso, na Região Metropolitana de Curitiba, a força-tarefa do município de Rio Negro iniciou ações preventivas para retirar famílias de áreas de risco. Com o nível do rio Negro aproximando-se de marcas críticas após a chuva volumosa, a prefeitura organizou abrigos no Ginásio de Esportes José Müller para receber os moradores afetados pela possibilidade de uma nova inundação.

Fontes consultadas

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