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Tom Morello aponta que silêncio diante da injustiça tem camada extra de inferno

Guitarrista do Rage Against the Machine defende o engajamento político de artistas e critica a autocensura profissional.

Por 2 min de leitura

Tom Morello aponta que silêncio diante da injustiça tem camada extra de inferno
Tom Morello aponta que silêncio diante da injustiça tem camada extra de inferno

O guitarrista Tom Morello, conhecido por sua trajetória na banda Rage Against the Machine, afirmou em entrevista recente que existe uma camada extra de inferno reservada para aqueles que escolhem permanecer em silêncio durante momentos de grande injustiça. A declaração reforça a postura combativa do músico em relação ao ativismo e à liberdade de expressão.

Durante a conversa com a revista Metal Hammer, o artista contestou a exigência comum de que músicos e figuras públicas devem se abster de debates políticos. Segundo Morello, essa cobrança costuma surgir apenas quando há discordância ideológica em relação ao posicionamento adotado. Para ele, esperar que alguém abandone suas convicções no ambiente de trabalho é uma forma de hipocrisia.

O guitarrista argumentou que a autocensura por medo de críticas na internet prejudica o desenvolvimento pessoal e profissional. Em suas palavras, a postura de se omitir frente a situações graves representa uma falha ética imperdoável diante de episódios de opressão.

A reflexão sobre o papel social da arte e dos trabalhadores em geral acompanha o lançamento do primeiro trabalho solo do músico, intitulado Everyone Gets Everything They Want, que chegou ao público em setembro. O disco consolida a sonoridade marcada por guitarras intensas combinada a letras que abordam temas sensíveis, como o fascismo e os direitos dos imigrantes.

Ao longo de sua carreira, Morello tem utilizado sua influência para dar visibilidade a causas políticas e sociais globais, mantendo uma postura intransigente quanto à importância do engajamento coletivo e individual na sociedade contemporânea.

Fontes consultadas

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