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Política

Trump afirma que seguiu pedido de Lula para não interferir na eleição

Presidente dos Estados Unidos criticou o pleito brasileiro nesta quinta-feira, mas evitou apontar um vencedor.

Por 2 min de leitura

Trump afirma que seguiu pedido de Lula para não interferir na eleição
Trump afirma que seguiu pedido de Lula para não interferir na eleição

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (29) que seguiu um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para não tomar partido durante as eleições presidenciais no Brasil. A manifestação ocorreu antes de o republicano partir para um comício eleitoral e incluiu críticas ao pleito brasileiro, que ele classificou como uma situação vergonhosa.

Apesar das declarações públicas em que questionou o processo eleitoral e mencionou a reação desfavorável dos mercados financeiros, Trump evitou responder diretamente quando foi questionado sobre quem seria o legítimo vencedor da disputa. O líder norte-americano afirmou que acompanhou o pleito, mas optou por deixar as coisas seguirem seu curso por causa do pedido feito pelo atual mandatário brasileiro.

Em declarações anteriores dadas durante a semana, o republicano já havia lançado dúvidas sobre a lisura da votação, sugerindo sem apresentar provas que a eleição teria parecida com um processo fraudado. Mesmo assim, o governo dos Estados Unidos ainda não formalizou um posicionamento oficial sobre o resultado que garantiu a vitória a Lula.

Durante a conversa com jornalistas, Trump também mencionou que pretende conversar com o presidente brasileiro em breve sobre o assunto. O diálogo bilateral poderá ocorrer formalmente ou em encontros internacionais previstos para os próximos meses, mantendo o canal de comunicação entre Washington e Brasília em meio às recentes tensões diplomáticas.

Enquanto repercute o cenário político interno brasileiro nos Estados Unidos, a viagem do senador Flávio Bolsonaro para território norte-americano tem gerado forte repercussão. O parlamentar deixou o Brasil na mesma semana em que foi derrotado no pleito presidencial e após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que exigia a entrega de seus passaportes.

Informações divulgadas pela imprensa internacional apontam que o deslocamento de Flávio Bolsonaro contou com apoio logístico articulado por um funcionário de comunicações da Casa Branca, Jason Miller. As investigações da Polícia Federal brasileira agora buscam esclarecer todos os detalhes da rota de fuga utilizada pelo senador e se houve auxílio de aliados políticos e empresários na empreitada.

As autoridades policiais conduzem apurações sobre eventuais crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o parlamentar. Como a viagem ocorreu após o descumprimento de uma ordem judicial de restrição de saída do país, o episódio adiciona novos capítulos de investigação e amplia o atrito político entre o cenário institucional brasileiro e o exterior.

Fontes consultadas

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