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Política

TSE determina a remoção de vídeos publicados por aliados de Flávio Bolsonaro

A Justiça Eleitoral apontou que a associação entre suspeitos com camisas do PT e a criminalidade ocorreu sem suporte probatório.

Por 2 min de leitura

TSE determina a remoção de vídeos publicados por aliados de Flávio Bolsonaro
TSE determina a remoção de vídeos publicados por aliados de Flávio Bolsonaro

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de vídeos publicados por aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) que exibiam jovens detidos vestindo camisetas de apoio ao Partido dos Trabalhadores e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As imagens haviam sido veiculadas na quarta-feira (23) pelos senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e Carlos Jordy (PL), além de circularem em um canal de mensagens.

Na fundamentação da decisão, a magistrada argumentou que o uso das imagens ultrapassa os limites da crítica político-eleitoral. Segundo a relatora, a circunstância de indivíduos suspeitos de envolvimento em atividades criminosas aparecerem com roupas alusivas a um candidato específico não comprova preferência eleitoral ou qualquer vínculo entre a legenda e as condutas investigadas.

A determinação judicial não entrou no mérito dos depoimentos prestados sobre a atuação policial durante o flagrante registrado em Piracicaba, no interior de São Paulo. Um dos homens detidos por tráfico de drogas declarou à Polícia Civil que foi obrigado por policiais militares a vestir a peça de propaganda política durante a abordagem.

O caso também gerou desdobramentos na esfera policial. Duas mulheres denunciaram à Delegacia Seccional de Piracicaba que teriam sido coagidas por nove agentes a retirar camisetas de apoio a Lula sob ameaça de prisão na Comunidade Vitória Pantanal. A Polícia Civil registrou a ocorrência como ameaça, constrangimento ilegal e abuso de autoridade.

Diante das denúncias, a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo enviou um ofício à Corregedoria da Polícia Militar solicitando o afastamento preventivo dos agentes envolvidos. Paralelamente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública cobrou explicações formais do governo paulista acerca da conduta da corporação durante a operação.

A defesa dos policiais militares repudiou o que chamou de tentativa de politização do caso. Os advogados sustentaram que a intervenção ocorreu após uma denúncia anônima via 190 sobre comércio de drogas e afirmaram que a ação resultou na apreensão de um revólver com numeração suprimida, porções de entorpecentes e dinheiro.

Até a tarde de sexta-feira, as publicações contestadas já haviam sido apagadas dos perfis oficiais dos parlamentares. O episódio ocorreu em meio à reta final da campanha para o segundo turno da eleição presidencial, marcada por intensa disputa no ambiente digital e debates entre os candidatos.

Fontes consultadas

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