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Tecnologia

União Europeia abre investigação contra a Booking.com por fraudes e anúncios

Comissão Europeia apura falhas no combate a golpes de phishing e na identificação de anúncios pagos na plataforma.

Por 3 min de leitura

União Europeia abre investigação contra a Booking.com por fraudes e anúncios
União Europeia abre investigação contra a Booking.com por fraudes e anúncios

A Comissão Europeia iniciou nesta quarta-feira, 21, uma investigação oficial sobre a agência de viagens online Booking.com devido a supostas falhas no combate a anúncios falsos, golpes de phishing e ofertas irregulares de hospedagem. A apuração busca verificar se a companhia cumpre as exigências da Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia, que obriga as grandes plataformas online a combater conteúdos ilegais e prejudiciais.

A abertura do procedimento investigativo ocorreu após uma análise preliminar realizada pelos reguladores europeus, que incluiu a avaliação de relatórios de risco apresentados pela empresa ao longo deste ano e nos três anos anteriores. Entre os principais focos dos investigadores estão os anúncios de propriedades inexistentes, fraudes por personificação e golpes de phishing que visam extrair dados pessoais, senhas, informações financeiras de reservas e dados de hóspedes compartilhados com estabelecimentos parceiros.

Outro ponto central da investigação envolve a transparência na exibição de ofertas. Os reguladores querem apurar se a empresa violou normas digitais por não identificar claramente como publicidade aquelas ofertas cujos provedores pagaram para obter uma posição de destaque nos resultados de busca da plataforma.

Henna Virkkunen, representante da área de tecnologia da Comissão Europeia, destacou a relevância da proteção aos consumidores no ambiente digital. "Os europeus devem poder reservar suas férias sem medo de cair em golpes", declarou. Ela também apontou que a legislação europeia define responsabilidades transparentes para as plataformas e que é fundamental assegurar que a Booking.com cumpra rigorosamente tais obrigações.

A legislação de serviços digitais vigente na região prevê que, caso sejam confirmadas violações às normas, as penalidades financeiras aplicadas à empresa podem alcançar até 6% de seu faturamento anual global.

Apesar da abertura do procedimento formal pela Comissão Europeia, a medida não significa que a Booking.com já tenha sido considerada culpada. A etapa atual consiste em avaliar se a plataforma realmente identificou os riscos associados aos seus serviços e se adotou medidas suficientes e eficazes para reduzi-los.

Em nota oficial, um porta-voz da Booking.com afirmou que a corporação está cooperando plenamente com a Comissão Europeia e mantendo um diálogo construtivo sobre os pontos levantados no âmbito da legislação. A empresa reiterou que a segurança, a confiança e a proteção das informações pessoais são prioridades máximas para a organização.

"Seguimos comprometidos em trabalhar com governos, órgãos reguladores, autoridades e parceiros do setor para combater o cibercrime e as fraudes online, além de proteger viajantes e parceiros", destacou a companhia em seu comunicado oficial, reforçando a disposição em colaborar com as investigações em curso.

Fontes consultadas

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