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Política

Urna eletrônica completa 30 anos com foco em sustentabilidade e reciclagem

Equipamentos que revolucionaram as eleições no Brasil alcançam índices de até 98% de reaproveitamento de materiais ao fim da vida útil.

Por 3 min de leitura

Urna eletrônica completa 30 anos com foco em sustentabilidade e reciclagem
Urna eletrônica completa 30 anos com foco em sustentabilidade e reciclagem

A urna eletrônica completou três décadas de história no Brasil transformando a forma como os eleitores escolhem seus representantes e governantes. Pioneiro na adoção do voto eletrônico em larga escala, o país substituiu as tradicionais cédulas de papel por um sistema que garantiu rapidez na votação e na apuração, além de reduzir expressivamente os impactos ambientais ao longo das décadas.

Antes de 1996, o processo de votação utilizava papel e a apuração manual em cidades maiores podia se estender por até duas semanas. Com a implantação gradual iniciada em 1996 e concluída no ano 2000 com eleições totalmente informatizadas, o Tribunal Superior Eleitoral estima que cerca de 13,5 mil toneladas de papel deixaram de ser utilizadas nos últimos 30 anos.

Além da economia direta de papel, o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, destacou que a maior agilidade na apuração reduziu a pegada ambiental geral do processo eleitoral, diminuindo a necessidade de longos deslocamentos e estruturas de apoio prolongadas. O impacto ambiental também passou a ser mitigado na fabricação e no descarte adequado dos dispositivos.

Com uma vida útil estimada entre 12 e 15 anos, correspondente a seis ou sete eleições, as urnas que ficam impróprias para o uso passam por um rigoroso processo de descarte ambientalmente adequado. Empresas especializadas contratadas por meio de leilões desmontam e trituram os equipamentos, alcançando atualmente índices de reciclagem de até 98% dos materiais, enquanto o restante é destinado a aterros sanitários certificados.

A preocupação com a sustentabilidade motivou mudanças diretas no projeto de fabricação das urnas. Adesivos plásticos difíceis de reciclar foram substituídos por inscrições em alto-relevo, e as teclas passaram a utilizar materiais da mesma natureza que a base, facilitando o reaproveitamento e elevando o valor de revenda dos componentes no mercado industrial.

Em paralelo aos avanços ambientais, a Justiça Eleitoral também se prepara para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas nas eleições de 2026. O TSE criou a Sala Nacional de Situação Climática para monitorar eventos extremos, como secas e enchentes, garantindo planos de contingência e assegurando que os equipamentos, testados para suportar variações severas de temperatura, cheguem aos locais de votação.

No âmbito regional, os preparativos para o pleito de 2026 seguem em ritmo acelerado. No Rio Grande do Norte, o Tribunal Regional Eleitoral divulgou o cronograma e os locais para as auditorias da votação eletrônica do segundo turno, incluindo testes de integridade controlados e com a participação de eleitores voluntários utilizando biometria para atestar a segurança e a confiabilidade do sistema.

Fontes consultadas

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