Pular para o conteúdo
Política

Wilson Grassi anuncia apoio condicionado a Flávio Bolsonaro

Ex-candidato à Presidência rejeita o petista Luiz Inácio Lula da Silva e exige propostas para a causa animal.

Por 3 min de leitura

Wilson Grassi anuncia apoio condicionado a Flávio Bolsonaro
Wilson Grassi anuncia apoio condicionado a Flávio Bolsonaro

O médico-veterinário Wilson Grassi Júnior, que disputou a Presidência da República pelo partido Democrata no primeiro turno das eleições de 2026, anunciou o seu posicionamento para o segundo turno da disputa presidencial. Grassi declarou que apoiará o senador Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, sob a condição de que o parlamentar adote pautas voltadas à proteção e ao bem-estar dos animais no Brasil.

Na primeira etapa do pleito, realizada em outubro, o veterinário terminou a disputa na décima primeira colocação, acumulando 16.881 votos válidos, o equivalente a 0,1% do total, segundo dados das fontes. Ao justificar sua movimentação política, o ex-candidato descartou completamente a possibilidade de apoiar o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Para explicar a recusa ao atual mandatário, Grassi argumentou que já havia exposto críticas ao petista em manifestações anteriores e destacou uma questão de ordem familiar. Em vídeos divulgados em redes sociais, ele revelou que sua mãe, de 80 anos, possui forte oposição à esquerda e ao Partido dos Trabalhadores, afirmando que prioriza a relação familiar acima das disputas políticas.

Apesar de recusar o apoio a Lula, o ex-candidato ressaltou que a decisão não se traduz em um endosso automático e incondicional ao adversário. Grassi apontou que o plano de governo apresentado por Flávio Bolsonaro não contempla de forma específica as demandas ligadas à causa animal, considerada a principal bandeira de sua trajetória profissional e política.

Para formalizar o entendimento, o médico-veterinário encaminhou uma carta aberta ao senador do PL exigindo a adesão pública a cinco compromissos estruturantes. Entre as principais exigências estão a criação de uma política nacional unificada de proteção para animais domésticos e silvestres e a regulamentação da carreira profissional para protetores de animais comunitários atuantes em áreas vulneráveis.

O documento também demanda o apoio do governo federal para a construção de hospitais veterinários públicos nos municípios brasileiros, além do fortalecimento e da ampliação de campanhas integradas de castração gratuita destinadas ao controle populacional e à diminuição do abandono de cães e gatos.

O último eixo da carta entregue a Flávio Bolsonaro abrange a conservação da fauna silvestre em seus habitats nativos, o combate rigoroso ao tráfico e à caça ilegal, e a instalação de passagens de fauna em rodovias federais para diminuir atropelamentos. O texto ainda propõe incentivos a pesquisas científicas e biotecnológicas voltadas à substituição do uso de animais na alimentação humana a longo prazo.

Caso o parlamentar atenda publicamente às exigências apresentadas, Grassi avalia que poderá consolidar não apenas o seu voto, mas também a mobilização de uma ampla rede de médicos-veterinários, profissionais da saúde e ativistas da causa animal em todo o território nacional durante a reta final da campanha.

Fontes consultadas

Leia também