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Política

Abstenção de eleitores com mais de 70 anos cai quase 10 pontos

Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral aponta redução na ausência nas urnas entre idosos no primeiro turno.

Por 2 min de leitura

Abstenção de eleitores com mais de 70 anos cai quase 10 pontos
Abstenção de eleitores com mais de 70 anos cai quase 10 pontos

A abstenção entre os eleitores com mais de 70 anos registrou uma queda de 9,7 pontos percentuais no primeiro turno das eleições deste ano em comparação com o pleito de 2022, de acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em parceria com o Movimento Voto 70+. O percentual de ausência nessa faixa etária, onde o voto é facultativo, passou de 58,86% há quatro anos para 49,19%.

Apesar da expressiva redução, o grupo com mais de 70 anos continua a apresentar o maior índice de abstenção entre todas as faixas etárias do país. Especialistas apontam que fatores como eventuais dificuldades de locomoção até os locais de votação e possíveis defasagens no cadastro eleitoral — que podem incluir registros de pessoas falecidas — influenciam esses números. Em contrapartida, com o envelhecimento demográfico, essa população ampliou sua participação no eleitorado total, alcançando 10,87%.

Os dados detalhados da Justiça Eleitoral demonstram que o comparecimento varia conforme a idade dentro desse grupo. A faixa dos 70 a 74 anos registrou 68,77% de comparecimento, enquanto os grupos seguintes mostraram proporções menores de presença: 52,23% entre 75 e 79 anos, 37,12% de 80 a 84 anos, 24,30% de 85 a 89 anos, 13,46% de 90 a 94 anos e 4,34% entre 95 e 99 anos.

A movimentação nos colégios eleitorais reflete a determinação de muitos idosos em exercer a cidadania. No Ceará, por exemplo, o médico Gilson Moura, de 86 anos, ressaltou a importância do processo democrático durante o primeiro turno. "Eu tenho 86 anos, eu sempre voltei e vou voltar até o último dia da minha vida", declarou, acrescentando que a participação é um direito livre e sem opressão que cabe a todo cidadão.

O cenário de queda na abstenção também foi observado em outras parcelas do eleitorado com voto facultativo. Entre os jovens de 16 e 17 anos, a ausência caiu 4,4 pontos percentuais, passando de 17,11% em 2022 para 12,68%. Da mesma forma, os eleitores registrados como analfabetos apresentaram uma retração de 4,22 pontos percentuais na abstenção, descendo para 47,86%.

Enquanto esses grupos específicos registraram maior engajamento, a abstenção no cômputo geral do país apresentou um leve aumento, subindo de 20,79% em 2022 para 21,08%. O índice geral mantém uma trajetória de alta contínua desde o ano de 2006, somando cerca de 33 milhões de eleitores aptos que deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno.

Fontes consultadas

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