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Economia

Acionistas da Casas Bahia aprovam recuperação judicial de R$ 17,3 bilhões

Assembleia geral formalizou o apoio à reestruturação financeira da varejista, enquanto o processo segue sob análise da Justiça paulista.

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Acionistas da Casas Bahia aprovam recuperação judicial de R$ 17,3 bilhões
Acionistas da Casas Bahia aprovam recuperação judicial de R$ 17,3 bilhões

Os acionistas do Grupo Casas Bahia aprovaram, em assembleia geral extraordinária realizada nesta segunda-feira (19), a ratificação do pedido de recuperação judicial da companhia e de determinadas subsidiárias. A decisão formaliza o apoio dos investidores à iniciativa protocolada em 16 de agosto, que envolve um passivo estimado em aproximadamente R$ 17,3 bilhões.

Apesar do aval do corpo acionário, a aprovação não significa que a varejista já tenha recebido autorização definitiva para ingressar no processo. O pedido continua sob análise do Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, que ainda precisa determinar se a empresa atende aos requisitos legais necessários.

Enquanto aguarda uma manifestação definitiva da Justiça, a companhia permanece amparada por medidas de proteção concedidas pelo tribunal no final de agosto. A tutela de urgência estabeleceu a suspensão por 180 dias de ações e execuções contra o grupo, além de impor restrições a novos bloqueios de bens para garantir a continuidade das operações comerciais.

O procedimento de recuperação judicial foi buscado após uma tentativa anterior de reorganização financeira fora dos tribunais. Em 2024, a rede havia renegociado cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas bancárias por meio de uma recuperação extrajudicial, medida que acabou se mostrando insuficiente para sanar o desequilíbrio financeiro da empresa.

Com o novo processo, a administração busca uma reestruturação mais ampla de suas obrigações, pretendendo liberar cerca de R$ 2 bilhões contingenciados em disputas judiciais e negociar contratos com fornecedores em condições mais favoráveis. A varejista aponta que as dificuldades decorrem de desafios na integração de operações, investimentos em tecnologia e logística, além da alta taxa de juros.

A operação da Casas Bahia está diretamente relacionada a mais de 20 mil empregos diretos e atende a mais de 105 milhões de consumidores em todo o território nacional. A expectativa da diretoria é avançar nas negociações com os credores para reorganizar o passivo sem interromper o funcionamento das lojas físicas, centros de distribuição e do comércio eletrônico.

O tema da reestruturação da varejista também repercute no sistema financeiro, com analistas e instituições de crédito monitorando de perto o impacto sobre as provisões para devedores duvidosos dos grandes bancos brasileiros. A continuidade do processo e a eficácia do plano de reestruturação dependem agora do aval definitivo do tribunal de São Paulo.

Fontes consultadas

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