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Economia

Ações da Alphabet sofrem forte queda e eliminam bilhões em valor de mercado

Controladora do Google registrou balanço abaixo das expectativas em alguns setores, pressionada por altos investimentos em inteligência artificial.

Por 2 min de leitura

Ações da Alphabet sofrem forte queda e eliminam bilhões em valor de mercado
Ações da Alphabet sofrem forte queda e eliminam bilhões em valor de mercado

A Alphabet, controladora do Google, registrou uma queda acentuada em suas ações na Bolsa de Nova York após a divulgação do seu balanço financeiro trimestral. Dependendo da cotação e do momento do pregão analisado, a retração dos papéis eliminou entre US$ 500 bilhões e US$ 520 bilhões em valor de mercado, configurando o pior pregão da história da companhia.

Durante o terceiro trimestre, a empresa obteve uma receita total de US$ 127,6 bilhões, apresentando um crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas ficando levemente abaixo das projeções de analistas de mercado. O lucro líquido da companhia também recuou em comparação ao ano passado, somando cerca de US$ 26,5 bilhões, enquanto o lucro por ação decepcionou investidores ao ficar abaixo das estimativas.

O principal foco de apreensão do mercado esteve na desaceleração do setor de buscas, tradicional motor financeiro da empresa. A receita dessa divisão cresceu em um ritmo menor do que nos trimestres anteriores, influenciada por fatores como a transição de usuários para ferramentas baseadas em inteligência artificial, que atualmente possuem menor monetização, além de ajustes contábeis e efeitos cambiais.

Em contrapartida, a divisão de computação em nuvem, o Google Cloud, apresentou desempenho robusto e mais do que dobrou sua receita em comparação ao ano anterior, superando as expectativas e alcançando US$ 30,7 bilhões. O aplicativo Gemini também registrou marcas expressivas ao ultrapassar a marca de um bilhão de usuários ativos mensais, consolidando-se como um dos produtos de maior crescimento na história da corporação.

Apesar do avanço em serviços de nuvem e IA, os elevados gastos com infraestrutura tecnológica pesaram sobre as contas da empresa. Os investimentos de capital somaram dezenas de bilhões de dólares no período, elevando compromissos futuros e resultando em um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,1 bilhões, cenário que ampliou as dúvidas de analistas sobre a velocidade do retorno financeiro desses aportes.

Analistas do mercado financeiro apontam que a reação negativa dos investidores evidencia a exigência por maior racionalidade na alocação de recursos em inteligência artificial. Embora instituições mantenham avaliações positivas de longo prazo devido ao potencial de monetização na nuvem, a pressão sobre as margens e os custos operacionais elevados continuam a desafiar a gestão da companhia para os próximos trimestres.

Fontes consultadas

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