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Tecnologia

Google lança o modelo de IA Gemini 4 Argon para concorrer no mercado global

A nova tecnologia chega ao aplicativo Gemini com foco em engenharia de software e tarefas corporativas complexas.

Por 2 min de leitura

Google lança o modelo de IA Gemini 4 Argon para concorrer no mercado global
Google lança o modelo de IA Gemini 4 Argon para concorrer no mercado global

O Google anunciou nesta terça-feira o lançamento público do Gemini 4 Argon, seu mais novo modelo de inteligência artificial de fronteira. Disponibilizado globalmente pelo CEO Sundar Pichai, o sistema marca a estreia da quarta geração de modelos da empresa e posiciona-se no topo de seu portfólio para competir diretamente com rivais como Anthropic, OpenAI e Meta.

Inicialmente restrito a parceiros de testes e profissionais de segurança cibernética, o Argon agora pode ser acessado por assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra diretamente no aplicativo Gemini. O modelo foi projetado para lidar com demandas extensas e complexas, abrangendo desde a engenharia de software até trabalhos corporativos nas áreas jurídica, financeira e de defesa cibernética.

Em termos de desempenho em benchmarks independentes, o Artificial Analysis Intelligence Index coloca o Gemini 4 Argon, com o recurso de raciocínio avançado ativado, empatado com o GPT-6 Astra na pontuação 53. No entanto, o sistema do Google ainda fica atrás de opções como o Claude Opus 5.5. A tabela divulgada pela própria companhia aponta liderança em diversos testes voltados para conhecimento corporativo e tarefas de automação de negócios.

A atualização do aplicativo Gemini traz também inovações práticas para os usuários, integrando a interface de codificação agêntica Antigravity diretamente na versão para macOS. Além disso, uma nova ferramenta permite alternar entre o modo de chat convencional e o modo de tarefas, no qual a inteligência artificial continua executando processos em segundo plano em mais de 40 aplicativos integrados, como Shopify, Adobe e Instacart.

No quesito comercial, a gigante da tecnologia estabeleceu preços introdutórios competitivos para desenvolvedores utilizarem a API do Argon, cobrando dois dólares por milhão de tokens de entrada e dez dólares por milhão de tokens de saída. Esses valores ficam abaixo dos praticados por concorrentes diretos no mercado de inteligência artificial generativa.

Apesar da novidade tecnológica, a recepção no mercado financeiro foi morna. Analistas apontam que Wall Street mantém uma postura neutra em relação aos lançamentos de IA do Google, especialmente devido à falta de clareza sobre como essas inovações se traduzem diretamente em receitas expressivas para a Alphabet, cujo principal faturamento ainda permanece concentrado nas ferramentas de busca tradicionais.

Fontes consultadas

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