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Tecnologia

Google lança globalmente o modelo de inteligência artificial Gemini 4 Argon

A nova tecnologia mais avançada da empresa chega ao aplicativo, à ferramenta de busca e a plataformas voltadas para desenvolvedores e empresas.

Por 2 min de leitura

Google lança globalmente o modelo de inteligência artificial Gemini 4 Argon
Google lança globalmente o modelo de inteligência artificial Gemini 4 Argon

O Google iniciou nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, a liberação global do Gemini 4 Argon, apontado pela companhia como seu modelo de inteligência artificial mais avançado até o momento. O anúncio foi feito pelo CEO da empresa, Sundar Pichai, por meio de sua conta oficial em rede social, ampliando o alcance da tecnologia apresentada inicialmente no final de setembro para um grupo restrito de parceiros.

A disponibilidade do novo modelo varia conforme o produto e o tipo de assinatura utilizada. No aplicativo Gemini e na ferramenta de busca, o acesso foi estendido para assinantes dos planos Pro e Ultra. Anteriormente, a utilização inicial estava restrita exclusivamente aos usuários da modalidade Ultra. Já na plataforma Google Antigravity, o recurso permanece direcionado aos assinantes da categoria Ultra.

Para o ecossistema corporativo e de desenvolvimento, o modelo foi disponibilizado na plataforma Gemini e na interface de programação de aplicativos (API) em sua modalidade paga. Como estratégia de lançamento, o Google estabeleceu preços promocionais válidos até o dia 30 de novembro de 2026, cobrando US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. A partir de dezembro, os valores passarão para US$ 4 e US$ 20, respectivamente.

O Gemini 4 Argon suporta uma capacidade de geração estendida que pode alcançar até 1 milhão de tokens, compartilhando uma janela de processamento entre entrada, raciocínio e saída. Enquanto a API adota um limite padrão de 65.536 tokens para raciocínio e saída, solicitações maiores exigem uma configuração específica de geração estendida para sustentar raciocínios mais longos e complexos.

Em termos de desempenho, a gigante da tecnologia afirma que o modelo se destaca no processamento de tarefas complexas em áreas como programação, segurança cibernética, ciência, finanças e direito. A empresa relata já utilizar a tecnologia em projetos internos, como na refatoração arquitetural de códigos no navegador Chrome e em otimizações no YouTube, além de registrar resultados competitivos em avaliações de referência frente a concorrentes de mercado.

Apesar da ampla liberação para planos pagos, a companhia ainda não confirmou se o modelo será disponibilizado futuramente para usuários de contas gratuitas ou de outras modalidades de assinatura. Simultaneamente, o Google abriu inscrições para um programa voltado à comunidade científica, com a proposta de fornecer gratuitamente o nível mais elevado de uso do Antigravity para 10 mil cientistas durante um período de seis meses.

Fontes consultadas

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