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Economia

Ações do Itaú Unibanco e mercado financeiro reagem à eleição presidencial

Papéis do banco e principais índices registram movimentações intensas após o pleito e em meio à temporada de balanços.

Por 2 min de leitura

Ações do Itaú Unibanco e mercado financeiro reagem à eleição presidencial
Ações do Itaú Unibanco e mercado financeiro reagem à eleição presidencial

As ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) registraram oscilações no mercado financeiro brasileiro e internacional após a definição do pleito presidencial e a repercussão do cenário político sobre os ativos nacionais.

No ambiente internacional, recibos de ações e fundos negociados no exterior que replicam o desempenho de companhias brasileiras sofreram forte pressão vendedora logo após a confirmação do resultado das urnas, que apontou a vitória do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro.

Analistas do mercado financeiro apontam que o resultado divergiu das projeções predominantes entre investidores, que precificavam expectativas voltadas a reformas econômicas. Segundo especialistas ouvidos por instituições financeiras, o desfecho eleitoral gerou uma correção de rota nos negócios, impactando o setor financeiro e outras companhias de grande peso na bolsa.

No âmbito corporativo interno, o Itaú Unibanco tem agendada a divulgação de seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre para o início de novembro. A temporada de resultados trimestrais das empresas listadas no Ibovespa ganha tração neste período e atrai a atenção de acionistas de longo prazo, que monitoram de perto a saúde financeira dos grandes bancos e seguradoras.

Apesar da volatilidade inicial nos ativos negociados fora do país e nos ADRs, o principal índice da bolsa brasileira operou com variações modestas em sessões recentes, sustentado pelo desempenho de determinados setores da economia, enquanto o setor financeiro apresentou variações mistas.

Especialistas destacam que o desafio para os próximos anos recai sobre a capacidade da administração federal em conciliar o controle do crescimento da dívida pública com a manutenção de investimentos sociais e o equilíbrio fiscal, fatores determinantes para a trajetória dos juros e do câmbio.

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