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Política

Adolfo Sachsida desponta como favorito para a Fazenda em campanha de Flávio Bolsonaro

Ex-ministro coordena o plano econômico e defende rigor fiscal, enquanto o debate sobre estatais gera divergências.

Por 2 min de leitura

Adolfo Sachsida desponta como favorito para a Fazenda em campanha de Flávio Bolsonaro
Adolfo Sachsida desponta como favorito para a Fazenda em campanha de Flávio Bolsonaro

O economista e ex-ministro Adolfo Sachsida tornou-se o principal nome cotado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual governo de seu filho, o candidato Flávio Bolsonaro (PL), caso vença o segundo turno das eleições presidenciais. A articulação em torno da equipe econômica ocorre em meio à elaboração de propostas fiscais e administrativas voltadas para o biênio a partir de 2027.

Apesar da preferência manifestada pelo ex-presidente, a definição final do cargo ainda permanece em aberto. Sachsida enfrenta concorrência de outros nomes ventilados por diferentes grupos de influência na campanha, como o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, apoiado pelo governador paulista Tarcísio de Freitas, além de Marcelo Kayath e Alexandre Bettamio.

Formado em Economia e Direito com doutorado pela Universidade de Brasília, Sachsida integrou a gestão de Paulo Guedes como secretário de Política Econômica e posteriormente chefiou o Ministério de Minas e Energia em 2022. Atualmente, ele lidera a coordenação do plano econômico da campanha ao lado de outros técnicos e da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques.

Entre as principais bandeiras defendidas pelo economista está o controle rigoroso das despesas públicas para equilibrar as contas do governo sem a criação de novos tributos. Em declarações públicas, ele sustentou que o ajuste fiscal, baseado na redução de gastos administrativos e na revisão de despesas excessivas, poderia alcançar o equilíbrio em cerca de um ano e meio.

As propostas econômicas articuladas pela equipe também contemplam a apresentação de uma Emenda à Constituição focada na consolidação fiscal e na fixação de limites para a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto. A estratégia legislativa prevê ainda medidas para enxugar a máquina pública, incluindo a meta de reduzir o número de ministérios e promover um amplo pacote de desburocratização nos primeiros dias de eventual gestão.

No entanto, o tema das privatizações tem gerado contrapontos e discussões no cenário político. Enquanto entrevistas anteriores de Sachsida revelaram que sua gestão no Ministério de Minas e Energia chegou a preparar estudos para a desestatização da Petrobras com o aval de Jair Bolsonaro, o economista veio a público recentemente para assegurar que companhias como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não serão privatizadas no programa defendido por Flávio Bolsonaro.

Fontes consultadas

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