Aleksander Ceferin concorrerá a novo mandato na presidência da UEFA
Dirigente esloveno descarta disputa contra Gianni Infantino na FIFA, enquanto o futebol europeu busca um candidato alternativo para as próximas eleições.
O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, anunciou durante um encontro de dirigentes em Berlim que pretende disputar um novo mandato à frente da entidade máxima do futebol europeu. A decisão marca uma mudança de postura em relação a fevereiro de 2024, quando o dirigente havia afirmado publicamente que deixaria o cargo após fevereiro de 2027.
Com o anúncio, Ceferin afasta os rumores sobre uma eventual candidatura própria à presidência da FIFA para concorrer contra Gianni Infantino. Embora a UEFA mantenha sua oposição a Infantino e lidere esforços para encontrar um nome de consenso, o dirigente esloveno descartou entrar pessoalmente nessa disputa eleitoral marcada para março.
A permanência de Ceferin foi viabilizada após uma recente alteração nos estatutos da UEFA que ampliou o limite de permanência no cargo. O dirigente, que assumiu a presidência originalmente em 2016, agradeceu a confiança das associações nacionais e destacou o objetivo de manter o futebol europeu unido e preparado para as próximas gerações.
Enquanto isso, a corrida pela presidência da FIFA sofreu alterações com a confirmação de que Victor Montagliani não concorrerá ao pleito. O chefe da Concacaf decidiu buscar um novo mandato na confederação que rege o esporte na América do Norte, Central e Caribe, desestimulando expectativas anteriores de que ele lideraria a oposição a Infantino.
Diante desse cenário, a oposição liderada pela UEFA precisa identificar e consolidar um candidato unificador até o prazo limite estipulado para 18 de novembro. Entre os nomes cogitados anteriormente, o ex-jogador Ramon Vega manifestou intenção de concorrer, embora ainda enfrente dúvidas sobre o apoio necessário para registrar sua candidatura formalmente.
Como parte de sua articulação política e institucional, a UEFA e 54 de suas associações nacionais aprovaram em Berlim um plano de reforma com 14 pontos para a entidade global. O documento propõe limitar poderes diretos da presidência da FIFA, garantir independência para órgãos de ética e disciplina, proibir o uso de recursos da entidade em interesses eleitorais e ampliar o repasse financeiro para as federações.
No âmbito interno da UEFA, o congresso ordinário responsável por oficializar a eleição do novo presidente para os próximos quatro anos está programado para o dia 22 de abril em Astaná. O prazo final para a apresentação das candidaturas à presidência da UEFA foi fixado para o dia 22 de janeiro.