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Cenário da eleição para a presidência da Fifa sofre mudanças

Possível rival desiste de concorrer ao pleito e Uefa articula estratégias para reformar a entidade máxima do futebol.

Por 2 min de leitura

Cenário da eleição para a presidência da Fifa sofre mudanças
Cenário da eleição para a presidência da Fifa sofre mudanças

A corrida pela presidência da Fifa ganhou novos contornos após o chefe da Concacaf, Victor Montagliani, confirmar que pretende permanecer no comando da confederação que rege o futebol na América do Norte, Central e Caribe. O dirigente canadense, de 61 anos, era apontado por analistas como um potencial candidato para desafiar o atual presidente da entidade, Gianni Infantino, especialmente após a repercussão negativa gerada por planos anteriores de comercializar participações na Copa do Mundo com investidores privados.

Apesar das especulações nos bastidores, Montagliani nunca havia oficializado a intenção de disputar o cargo máximo da organização. Fontes indicam que ele comunicou a colegas sua decisão de buscar um último mandato à frente de sua atual confederação. Com essa definição, ele não entrará na disputa contra Infantino, de 56 anos, que já confirmou que concorrerá ao seu quarto mandato nas eleições presidenciais marcadas para março.

Enquanto isso, a oposição liderada pela Uefa, confederação europeia de futebol, busca consolidar uma alternativa para o pleito. A entidade precisa definir um candidato unificado até o prazo limite estipulado para 18 de novembro. Paralelamente, Aleksander Ceferin anunciou que concorrerá ao quarto mandato como presidente da Uefa, revertendo a posição anterior de que não buscaria a reeleição. A decisão de Ceferin foi comunicada a chefes de associações nacionais em Berlim.

Durante o mesmo encontro na capital alemã, a Uefa e 54 de suas 55 associações nacionais — com exceção apenas do Azerbaijão — aprovaram diretrizes voltadas para a reforma institucional da Fifa. O plano de 14 pontos elaborado pela entidade europeia defende a necessidade de uma nova liderança descrita como respeitosa, unificadora e com forte compromisso com a integridade, o desenvolvimento e a independência.

As propostas da Uefa concentram-se na governança institucional, buscando reduzir poderes diretos da presidência que permitiram a criação de iniciativas como a proposta Fifa Forward Enterprise de forma fechada. O texto também defende que interferências executivas ou presidenciais sejam eliminadas dos órgãos de controle de ética e disciplina, além de proibir o uso de recursos da Fifa para interesses pessoais ou eleitorais e exigir repasses financeiros adicionais para as associações membros.

Até o momento, nenhum candidato oficial foi confirmado para enfrentar Gianni Infantino nas urnas em março. O ex-jogador suíço Ramon Vega manifestou a intenção de concorrer ao posto, mas ainda pairam dúvidas sobre a sua capacidade de obter as cinco cartas de apoio necessárias para oficializar o registro na cédula eleitoral.

Fontes consultadas

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