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Saúde

Alimentação e rotinas de emergência ajudam na saúde do coração

Especialistas apontam que o consumo regular de frutas ricas em fibras e potássio atua na prevenção, enquanto protocolos rápidos salvam vidas em hospitais.

Por 3 min de leitura

Alimentação e rotinas de emergência ajudam na saúde do coração
Alimentação e rotinas de emergência ajudam na saúde do coração

O consumo regular de frutas como banana, laranja e maçã desempenha um papel importante na proteção cardiovascular, atuando diretamente no controle da pressão arterial e na redução do colesterol ruim. O alerta ganha ainda mais relevância durante campanhas de conscientização como o Setembro Vermelho, que destaca a urgência no manejo de doenças cardíacas, principais causas de óbito no país, com estatísticas que apontam cerca de 400 mil mortes anuais.

Segundo especialistas, a banana destaca-se pela alta concentração de potássio, mineral que auxilia os rins na eliminação do sódio excedente pela urina e promove o relaxamento das paredes dos vasos sanguíneos, facilitando a circulação. Já a laranja e a maçã fornecem pectina, uma fibra solúvel que forma um gel no intestino capaz de se ligar ao colesterol e aos ácidos biliares, fazendo com que o fígado utilize o colesterol circulante para repô-los, o que diminui os níveis de LDL.

Para potencializar os benefícios desses alimentos, recomenda-se consumir as frutas inteiras e com bagaço ou casca, onde se concentram mais fibras, além de manter uma rotina variada que exclua excessos de sal, frituras e ultraprocessados. Revisões científicas apontam que o aumento de fibras solúveis reduz de forma proporcional o colesterol total e o LDL em adultos, embora os especialistas reforcem que a dieta serve como aliada e não substitui o acompanhamento médico.

A busca por orientação profissional torna-se indispensável diante de sinais como pressão arterial persistentemente alta, exames alterados mesmo com hábitos saudáveis, histórico familiar de problemas cardíacos ou o uso de medicamentos contínuos. A avaliação médica garante que condições específicas recebam o direcionamento terapêutico adequado para preservar a saúde do sistema circulatório.

Em paralelo à prevenção nutricional, o atendimento de emergência hospitalar exige rapidez para evitar danos irreversíveis ao miocárdio em casos de Infarto Agudo do Miocárdio. Unidades de saúde em Brasília adotam protocolos estruturados de dor torácica baseados no lema de que tempo é músculo, com o objetivo de reduzir o intervalo entre a chegada do paciente e a desobstrução da artéria comprometida.

As diretrizes internacionais de cardiologia estabelecem metas rígidas para o atendimento inicial, determinando que o eletrocardiograma seja realizado e interpretado em até dez minutos após a entrada na emergência. Além disso, o intervalo entre a chegada e a angioplastia na hemodinâmica deve ser de no máximo noventa minutos, garantindo que o fluxo sanguíneo retorne rapidamente para preservar o tecido cardíaco.

O reconhecimento precoce dos sintomas também faz diferença no prognóstico, englobando desde a clássica dor ou aperto no peito com irradiação para o braço esquerdo até sinais atípicos como queimação no estômago, falta de ar, náuseas e cansaço súbito. Esses quadros menos evidentes ocorrem com maior frequência em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, exigindo atenção redobrada para evitar atrasos na busca por socorro especializado e mitigar os riscos de complicações fatais.

Fontes consultadas

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