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Argentina inicia arbitragem contra o Reino Unido por petróleo nas Malvinas

Governo de Javier Milei deu prazo de duas semanas para suspensão do projeto Sea Lion antes de acionar o Tribunal Internacional do Direito do Mar.

Por 2 min de leitura

Argentina inicia arbitragem contra o Reino Unido por petróleo nas Malvinas
Argentina inicia arbitragem contra o Reino Unido por petróleo nas Malvinas

O governo da Argentina anunciou o início de um processo de arbitragem internacional contra o Reino Unido devido a um projeto de exploração de petróleo nas proximidades das Ilhas Malvinas. A decisão foi divulgada pelo presidente Javier Milei, que determinou à Chancelaria e às equipes jurídicas a adoção de medidas legais com base na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar contra a iniciativa petrolífera Sea Lion.

O projeto em questão, liderado pelas empresas Rockhopper, do Reino Unido, e Navitas, de Israel, tem previsão para iniciar a extração de petróleo em 2028 na Bacia das Malvinas Norte. De acordo com o governo argentino, o Reino Unido recebeu um prazo de duas semanas para interromper o empreendimento. Caso a exigência não seja atendida, Buenos Aires planeja recorrer formalmente ao Tribunal Internacional do Direito do Mar.

A disputa ocorre no contexto do histórico conflito de soberania pelo arquipélago no Atlântico Sul, controlado administrativamente pelo governo britânico desde 1833. As Malvinas, chamadas de Falklands pelo Reino Unido, foram palco de uma guerra entre os dois países em 1982, após uma tentativa argentina de retomar o território durante a ditadura militar.

Enquanto a administração argentina argumenta que a exploração viola resoluções da Organização das Nações Unidas que progridem decisões unilaterais sobre a região, o governo britânico defende a legalidade das operações. Londres afirmou publicamente que apoia a atividade econômica legítima no território e que os habitantes locais possuem o direito de desenvolver seus recursos naturais.

Paralelamente à ação internacional, o governo de Milei enviou ao Congresso nacional um projeto de lei denominado Lei de Defesa da Soberania Nacional. A proposta legislativa prevê o endurecimento de sanções e o aumento de penas de prisão para empresas e indivíduos que realizem atividades de exploração de recursos naturais nas ilhas sem a autorização prévia de Buenos Aires.

O texto enviado ao Legislativo argentino, contudo, gerou alertas e críticas de opositores, juristas e entidades jornalísticas. O projeto inclui medidas voltadas à segurança nacional e ao sistema penal que preveem longas penas de reclusão para crimes relacionados à manipulação da opinião pública e campanhas de desinformação, levantando debates sobre eventuais impactos na liberdade de expressão e concentração de poder.

Fontes consultadas

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