Pular para o conteúdo
Entretenimento

Assassino de Tupac Shakur é condenado a 40 anos de prisão

Duane 'Keffe D' Davis recebeu a pena máxima quase trinta anos após o assassinato do ícone do rap em Las Vegas.

Por 3 min de leitura

Assassino de Tupac Shakur é condenado a 40 anos de prisão
Assassino de Tupac Shakur é condenado a 40 anos de prisão

Quase trinta anos após o assassinato do lendário rapper Tupac Shakur, Duane 'Keffe D' Davis foi condenado a cumprir de 40 anos à prisão perpétua em um tribunal de Las Vegas, nos Estados Unidos. A sentença foi proferida pela juíza Carli Kierny nesta terça-feira, marcando o desfecho de um dos casos mais emblemáticos da história do hip-hop e do jornalismo investigativo policial.

Davis, de 63 anos, foi considerado culpado em 31 de agosto por assassinato em primeiro grau com o uso de arma mortal, após um júri deliberar por menos de três horas. Ele é a única pessoa a ser formalmente acusada e condenada em conexão com a morte do artista, ocorrida em setembro de 1996.

De acordo com a acusação, o crime foi motivado por vingança. Horas antes do tiroteio, Tupac e seus associados envolveram-se em uma briga no hotel MGM Grand contra Orlando Anderson, sobrinho de Davis. Os promotores argumentaram que Davis, apontado como um líder da facção South Side Compton Crips, organizou o ataque e forneceu a arma utilizada no crime.

Durante o julgamento, a promotoria utilizou diversas declarações públicas feitas por Davis ao longo dos anos, incluindo trechos de sua autobiografia 'Compton Street Legend', entrevistas em podcasts e documentários, além de gravações de uma conversa com a polícia em 2008. Nesses registros, Davis admitiu estar no veículo Cadillac branco de onde partiram os disparos e ter entregue a arma para o banco traseiro.

Antes da leitura da sentença, familiares de Tupac Shakur solicitaram a aplicação da pena máxima. Sua irmã, Sekyiwa Shakur, emocionou o tribunal ao relatar o impacto devastador que a perda causou à família e destacou o potencial que o irmão tinha para transformar o mundo. O meio-irmão do artista, Mopreme Shakur, também reforçou o pedido de punição severa.

A defesa de Davis argumentou que as declarações anteriores do réu não passavam de histórias exageradas e inventadas para fins lucrativos e comerciais. A defesa e o próprio condenado afirmaram que pretendem recorrer da decisão, sustentando a inocência de Davis e alegando violação de seus direitos civis.

Ao decretar a pena, a juíza Carli Kierny rejeitou os argumentos da defesa e destacou a gravidade dos atos cometidos. A magistrada enfatizou que o réu tirou a vida e o futuro de um homem e que a sociedade e a cidade de Las Vegas nunca esqueceram o crime, garantindo que a justiça finalmente foi feita após três décadas.

Fontes consultadas

Leia também