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Ciência

Astrônomos identificam pela primeira vez uma estrela com brilho verde

Objeto celeste recém-analisado é uma anã branca localizada a cerca de 280 anos-luz da Terra.

Por 2 min de leitura

Astrônomos identificam pela primeira vez uma estrela com brilho verde
Astrônomos identificam pela primeira vez uma estrela com brilho verde

Astrônomos identificaram pela primeira vez na história uma estrela com aparência esverdeada, apresentando uma incomum tonalidade verde-amarelada. Batizado de WD J1330+6435, o objeto celeste é uma anã branca situada a aproximadamente 280 anos-luz da Terra, na constelação de Draco.

Normalmente, a coloração de uma estrela está diretamente relacionada à sua temperatura. Astros mais frios tendem a exibir tons alaranjados, corpos celestes semelhantes ao Sol aparecem na cor branca e as estrelas mais quentes adquirem tonalidades azuladas. No entanto, as regras mudam no caso das anãs brancas, que são núcleos densos e remanescentes de estrelas de massa baixa ou média que esgotaram seu combustível nuclear.

A descoberta recém-divulgada detalha que a coloração peculiar da estrela está associada à precipitação de fragmentos de material planetário sobre sua superfície. Os detritos rochosos enriqueceram as camadas externas do astro com elementos químicos como cálcio, lítio e, de maneira destacada, sódio.

De acordo com o astrofísico Mark Hollands, da Universidade de Warwick, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na revista RAS Techniques and Instruments, a enorme densidade da anã branca faz com que os átomos de sódio sejam constantemente bombardeados por átomos de hélio ao redor.

Esse bombardeio altera os níveis de energia atômica do sódio, fazendo com que o elemento passe a absorver comprimentos de onda amarelos, alaranjados e parte dos vermelhos, em vez de reter apenas uma faixa específica da cor laranja. Como resultado desse processo físico, a luz remanescente produz um brilho verde-amarelado aos olhos humanos.

Os pesquisadores ressaltam que o fenômeno não ocorreria em estrelas comuns como o Sol. A pesquisa integrou um projeto voltado a avaliar como a luz emitida por anãs brancas seria percebida pela visão humana, cruzando dados espectrais com a biologia e a física.

Para Adam Burgasser, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em San Diego, que não participou da pesquisa, o estudo funciona como uma ferramenta de diagnóstico para reconstruir a história de sistemas planetários antigos. Os cientistas pretendem agora ampliar as análises com novos levantamentos espectroscópicos para encontrar mais corpos celestes com características semelhantes no universo.

Fontes consultadas

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