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Política

Ato pró-Lula na Avenida Paulista é marcado por vandalismo e pichações

Manifestação de apoio ao presidente em São Paulo registrou depredação de estações do metrô, gerando críticas de autoridades e reações de opositores.

Por 3 min de leitura

Ato pró-Lula na Avenida Paulista é marcado por vandalismo e pichações
Ato pró-Lula na Avenida Paulista é marcado por vandalismo e pichações

A Avenida Paulista, na região central de São Paulo, foi palco de atos de vandalismo e pichações durante uma manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no último domingo (11). De acordo com a Polícia Militar e com a Secretaria da Segurança Pública, as ocorrências de depredação se concentraram principalmente no momento de dispersão do público do evento, que reuniu militantes, estudantes e movimentos sociais.

As estações Consolação e Trianon-Masp do Metrô sofreram danos em estruturas metálicas, portas, grades e em placas de vidro nas entradas. Na estação Trianon-Masp, pessoas com os rostos cobertos subiram na cobertura de vidro e picharam frases. A concessionária responsável pelo sistema metroviário registrou um boletim de ocorrência, informando que oito placas de cobertura foram danificadas, além de pichações e adesivos aplicados na área interna.

O episódio gerou forte repercussão entre lideranças políticas da oposição. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (12) para criticar os atos, comparando a manifestação com protestos organizados por apoiadores da direita e afirmando que a depredação demonstra falta de civilidade. O empresário Luciano Hang também manifestou indignação com o ocorrido por meio de publicações na internet.

Na esteira dos acontecimentos, um grupo de manifestantes bolsonaristas, incluindo o empresário Tallis Gomes e o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo), organizou um ato de limpeza na avenida nesta segunda-feira para remover pichações e recolher o lixo deixado no local. Trabalhadores dos serviços oficiais de limpeza urbana do município também atuaram ao longo do dia para reparar os danos causados nas estruturas de acesso ao transporte público.

Além dos danos ao patrimônio público, a manifestação também foi marcada por denúncias de violência. A ativista de direita Tamires Cardoso relatou ter sofrido agressões físicas e verbais por parte de militantes após exibir uma figura de papelão. Outro caso divulgado apontou uma mulher sendo alvo de ofensas e ameaças, necessitando de escolta da Polícia Militar para deixar o perímetro do ato com segurança.

O evento político contou com a presença de diversas autoridades, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ex-ministro Fernando Haddad, além dos ministros Marina Silva, Simone Tebet e Guilherme Boulos, e governadores estaduais. Enquanto a campanha de Lula divulgou que a mobilização reuniu mais de um milhão de pessoas na via, a Polícia Militar não apresentou uma estimativa oficial sobre o público presente.

Em meio à repercussão, o cenário político também foi alvo de desinformação. O canal de WhatsApp "Tropa do Flávio", ligado ao candidato Flávio Bolsonaro, foi apontado por divulgar conteúdos enganosos sobre o ato, incluindo imagens antigas de pichações associadas como se fossem atuais e um vídeo gravado em um protesto no Chile atribuído à manifestação paulista.

Fontes consultadas

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