Políticos criticam depredação em ato na Avenida Paulista
Manifestação em apoio ao presidente Lula resultou em pichações e danos a estações de metrô em São Paulo.
A manifestação realizada no último domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terminou com registros de depredação e pichações em estações da Linha 2-Verde do metrô. O episódio motivou forte repercussão e críticas por parte de autoridades e figuras políticas.
O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, utilizou suas redes sociais para condenar os atos de vandalismo ocorridos nas dependências do transporte público. Em uma publicação que exibia imagens de danos nas estruturas, o chefe do executivo municipal pontuou que aquela não seria a maneira adequada de fazer política.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar, os principais estragos foram concentrados na estação Consolação, onde manifestantes quebraram portas e grades de acesso após a dispersão oficial do ato público. A estação Trianon-Masp também registrou ocorrências durante o evento, que contou com grande fluxo de passageiros e momentos de atrito com funcionários locais.
Durante a feriado de Nossa Senhora Aparecida, equipes de manutenção e limpeza foram mobilizadas para remover as marcas deixadas nas paredes e estruturas, incluindo pichações com mensagens de cunho político como a frase Viva a Revolução.
O episódio gerou reações imediatas de diversos parlamentares e lideranças da oposição. O senador Flávio Bolsonaro utilizou o bom humor para ironizar o cenário nas redes sociais, enquanto o deputado federal Nikolas Ferreira cobrou uma postura rigorosa do Supremo Tribunal Federal, questionando se haveria condenações severas semelhantes às aplicadas aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.
Além deles, o senador eleito Carlos Bolsonaro e a vereadora paulistana Janaina Paschoal também se manifestaram publicamente para comentar os desdobramentos e a ocorrência dos protestos na capital do estado.