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Brasil

Aviação civil do Brasil se aproxima de 100 milhões de passageiros

Setor aéreo acumula alta de 4,3% nos primeiros nove meses do ano e registra recordes de movimentação em setembro.

Por 3 min de leitura

Aviação civil do Brasil se aproxima de 100 milhões de passageiros
Aviação civil do Brasil se aproxima de 100 milhões de passageiros

A aviação civil brasileira registrou a movimentação de cerca de 10,8 milhões a 10,9 milhões de passageiros em setembro de 2026, impulsionando o acumulado do ano para perto da marca de 100 milhões de viajantes. Os dados consolidados pelo Ministério de Portos e Aeroportos e divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil apontam que o setor acumula um crescimento de 4,3% entre janeiro e setembro, somando aproximadamente 99,6 milhões de passageiros em voos nacionais e internacionais.

O mercado doméstico representou a maior fatia da movimentação no período, alcançando 76,8 milhões de passageiros, o que representa uma alta de 3,4%. Já o transporte de turistas para o exterior apresentou um avanço ainda mais expressivo, de 7,3%, totalizando 22,7 milhões de viajantes nos nove primeiros meses do ano. Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a expansão demonstra a importância de ampliar o acesso da população ao transporte aéreo para viagens a trabalho, turismo ou visitas a familiares.

Na análise específica do mês de setembro, o resultado representou o melhor desempenho para o período em 26 anos, desde o início da série histórica da Anac em 2000. Enquanto as fontes governamentais apontam um total de 10,8 milhões de passageiros com alta de 0,7%, levantamentos detalhados indicam 10,9 milhões, com variações entre o mercado doméstico e o internacional. O segmento internacional destacou-se com alta de 3,9% a 4,6% em passageiros e expansão de 3,7% na oferta, enquanto o setor de cargas internacionais registrou um salto expressivo de 16%.

Enquanto o setor comercial celebra os recordes de tráfego, o Brasil também comemora os 120 anos do histórico voo do 14-bis realizado por Alberto Santos Dumont. Em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle em Paris, a aeronave construída com bambu, madeira e seda percorreu cerca de 60 metros no ar por aproximadamente sete segundos, em uma demonstração pública e oficialmente reconhecida de voo motorizado com decolagem por meios próprios.

O feito histórico garantiu a Santos Dumont a Taça Archdeacon e o reconhecimento internacional como um dos pioneiros da aviação, data que hoje consagra o Dia do Aviador e o Dia da Força Aérea Brasileira. Menos de um mês depois, em 12 de novembro de 1906, o inventor bateu novos recordes ao percorrer 220 metros com o auxílio de ailerons instalados no aparelho para melhor controle lateral.

Outro marco lembrado na trajetória do inventor brasileiro foi a decisão de disponibilizar publicamente os desenhos técnicos da aeronave Demoiselle, lançada em 1907 como o primeiro ultraleve e avião fabricado em série do mundo. Ao contrário dos concorrentes estrangeiros, como os irmãos Wright, que adotaram estratégias baseadas em patentes restritivas e disputas judiciais, Santos Dumont autorizou industriais globais a reproduzirem seu projeto sem o pagamento de royalties, antecipando o conceito moderno de código aberto.

As comemorações e os balanços econômicos reforçam o dinamismo contínuo da aviação, unindo o legado dos pioneiros que moldaram a aerodinâmica mundial à consolidação do transporte aéreo moderno como vetor essencial para a integração econômica e social do país.

Fontes consultadas

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