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Economia

Turkish Airlines expande voos e enfrenta cortes na Europa

Companhia aérea aumenta frequências em Lagos, mas reduz assentos na malha europeia devido aos altos custos do querosene de aviação.

Por 2 min de leitura

Turkish Airlines expande voos e enfrenta cortes na Europa
Turkish Airlines expande voos e enfrenta cortes na Europa

A Turkish Airlines anunciou a ampliação de suas frequências semanais entre Istambul e Lagos, na Nigéria, passando de sete para dez voos, com vigência a partir de 11 de dezembro. A medida busca atender à crescente demanda de passageiros entre os dois países e oferecer conexões adicionais para destinos na Europa, Ásia, Oriente Médio e Américas.

Paralelamente à expansão na rota africana, a empresa firmou um Memorando de Entendimento com a Shohin Airlines, nova companhia aérea do Tajiquistão. O acordo prevê treinamento especializado para tripulantes e equipes de solo na academia da Turkish Airlines, além de suporte técnico por meio da divisão Turkish Technic para manutenção e pintura de aeronaves.

No entanto, o cenário global da aviação comercial impõe desafios operacionais expressivos. O encarecimento drástico do querosene de aviação, cujos preços superam a marca de 1.500 dólares por tonelada devido aos impactos dos conflitos no Oriente Médio, levou grandes companhias a enxugarem suas operações para a temporada de inverno.

Dados de análises do setor apontam que a Turkish Airlines reduziu sua oferta em pelo menos um milhão de assentos para o período de inverno europeu, movimento semelhante ao adotado por outras gigantes do setor como Lufthansa, British Airways e Air France para conter despesas operacionais sem precedentes.

Além da pressão dos custos com combustíveis, a malha da companhia também sofreu interferências pontuais decorrentes de condições climáticas adversas e restrições operacionais no espaço aéreo russo, que provocaram atrasos prolongados e transtornos a passageiros em conexões no aeroporto de Istambul.

No Caribe, a retomada dos voos diretos entre Istambul e Havana, em Cuba, foi novamente adiada pela companhia. A suspensão da rota, iniciada devido à escassez de combustível do tipo Jet A-1 e à baixa demanda turística na ilha, tem previsão de encerramento apenas para março de 2027, sujeita a novas avaliações operacionais.

Apesar das dificuldades e dos cortes na capacidade de voo em mercados específicos, a companhia manteve o reconhecimento internacional ao conquistar premiações de destaque no setor, incluindo o título de melhor companhia aérea da Europa pela décima primeira vez e reconhecimentos na área de serviços de bordo.

Fontes consultadas

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