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Economia

Banco Bradesco registra queda acentuada nas negociações de ADRs

Instituição financeira enfrenta forte baixa no mercado internacional após período de valorização.

Por 2 min de leitura

Banco Bradesco registra queda acentuada nas negociações de ADRs
Banco Bradesco registra queda acentuada nas negociações de ADRs

As American Depositary Receipts (ADRs) do Banco Bradesco registraram uma queda expressiva de 7,57%, sendo negociadas a 3,54 dólares, o que representa uma retração de 29 centavos em relação ao pregão anterior. A baixa acentuada colocou o ativo na trajetória para o seu maior recuo percentual diário desde dezembro de 2024, quando os papéis caíram 7,98%.

Com o resultado negativo, a instituição acumulou uma queda de 10,15% em um período de dois dias consecutivos de perdas no mercado internacional, marcando a pior sequência negativa desde fevereiro de 2024. Apesar da recente desvalorização, os papéis ainda acumulam ganhos mensais e anuais, mantendo-se acima da mínima registrada no período de 52 semanas.

A dinâmica do setor bancário brasileiro é fortemente influenciada por fatores macroeconômicos, como as taxas de juros, que exercem grande peso sobre o desempenho das instituições. O Bradesco mantém uma base de depósitos sólida, beneficiada por um mercado nacional concentrado e altamente regulado, o que impõe barreiras rigorosas à entrada de novos concorrentes.

Esse cenário regulatório e de exigências de capital favorece a captação de recursos a baixo custo, refletindo-se na margem operacional da instituição, que atinge 34,51%, e na margem líquida, fixada em 26,07%. No trimestre mais recente, os ganhos da instituição financeira apresentaram expansão de 17,70%, impulsionados por um crescimento de receita de 7,20%.

Em contrapartida, o retorno sobre ativos da instituição se mantém em patamares mais modestos, ao passo que a alta alavancagem comum ao setor financeiro sustenta o retorno sobre o patrimônio líquido em 13,76%. Analistas apontam que o modelo de negócios tradicional baseado em agências físicas também enfrenta a concorrência contínua de bancos digitais.

A política de distribuição de proventos da empresa direciona a maior parte dos lucros para o pagamento de dividendos aos acionistas, consumindo mais de 95% dos ganhos recentes. Com uma alocação expressiva dos lucros para proventos, a retenção de capital para o financiamento de expansões internas permanece limitada.

No cenário de mercado, as negociações recentes refletem a sensibilidade da instituição a variáveis como a qualidade de crédito e a oscilação das taxas de juros, fatores que fogem ao controle direto da administração. O volume de posições vendidas contra o ativo permanece em patamares baixos, indicando estabilidade na confiança dos investidores quanto à estrutura de capital do banco.

Fontes consultadas

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