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Economia

Ações do Bradesco caem com cenário macroeconômico e rebaixamento

O banco brasileiro enfrenta pressão nos mercados após rebaixamento de recomendação e resultados trimestrais abaixo das expectativas.

Por 2 min de leitura

Ações do Bradesco caem com cenário macroeconômico e rebaixamento
Ações do Bradesco caem com cenário macroeconômico e rebaixamento

As ações do Banco Bradesco registraram quedas expressivas nos mercados financeiros recentemente, refletindo um cenário de maior cautela por parte de analistas e investidores em meio a desafios macroeconômicos no Brasil. O movimento de baixa acompanha um ambiente de juros elevados, desaceleração econômica e pressões sobre o crédito que afetam o setor financeiro como um todo.

O banco global HSBC reduziu a recomendação para o Banco Bradesco de compra para manutenção, fixando um novo preço-alvo de 3,90 dólares para os recibos de ações negociados nos Estados Unidos. A decisão de uma grande instituição internacional sinaliza que o potencial de valorização de curto e médio prazo se encontra limitado, gerando um reajuste nas expectativas dos operadores.

No âmbito operacional, o Bradesco apresentou resultados financeiros que ficaram abaixo das previsões do mercado. As provisões para devedores duvidosos subiram 24,3% em comparação anual, impulsionadas principalmente pelas carteiras de capital de giro para pequenas e médias empresas e pelo setor rural, além do comprometimento da renda das famílias com dívidas.

Apesar das dificuldades recentes, a instituição mantém inalteradas as projeções oficiais para o crescimento da carteira de crédito ao longo do ano. O diretor-presidente do Bradesco, Marcelo de Araújo Noronha, destacou que o ambiente macroeconômico continua em deterioração, com juros altos e ritmo mais lento da atividade econômica, o que exige do banco uma postura de apetite moderado ao risco.

Em paralelo aos desafios operacionais, o cenário político e econômico brasileiro também exerceu forte influência sobre os ativos financeiros do país. A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial provocou volatilidade generalizada nas bolsas e levou a uma forte desvalorização das ações de grandes instituições financeiras e empresas de investimento.

Analistas econômicos apontam que o próximo governo herdará uma economia em processo de resfriamento, marcada por taxas de juros elevadas, inflação persistente e um quadro fiscal desafiador. Projeções de diferentes consultorias e bancos indicam taxas de crescimento econômico mais modestas para os próximos anos, com estimativas do próprio Bradesco apontando para uma expansão de 1,3% do Produto Interno Bruto.

Fontes consultadas

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